quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Há muitos animadores de auditório e poucos pregadores da Palavra, diz pastor

Em um texto postado no Facebook, o reverendo Augustus Nicodemus Lopes explica os motivos que o levam a não acreditar que o Brasil esteja passando por um avivamento espiritual.

Enquanto muitos chamam de avivamento as cruzadas de evangelização, os shows gospel, e as manifestações do Espírito, o pastor presbiteriano diz que há outros fatores a serem considerados para afirmar que há avivamento.

“Historicamente, os avivamentos espirituais foram responsáveis diretos por transformações de cidades inteiras, mudanças de leis e transformação de culturas. Durante o grande avivamento em Northampton, Estados Unidos, dois séculos atrás, bares, prostíbulos e casernas foram fechados, por falta de clientes e pela conversão dos proprietários”, diz.

Outro ponto citado é referente ao mercado gospel, há muitos shows acontecendo em todas as partes do Brasil, mas para Augustus Nicodemus sobra música e falta ensino bíblico. “Nunca os evangélicos cantaram tanto e nunca foram tão analfabetos de Bíblia. Nunca houve tantos animadores de auditório e tão poucos pregadores da palavra de Deus.”

O reverendo lembra do avivamento da época de Esdras em Israel quando as pessoas ficaram por horas em pé somente para ouvir a Palavra de Deus. “Não vemos nada parecido hoje. A venda de CDs e DVDs com shows gospel cresce em proporção geométrica no Brasil e ultrapassa em muito a venda de Bíblias”, explica ele.

Ainda falando sobre adoração, ele afirma que “há muitos suspiros, gemidos, sussurros, lágrimas, olhos fechados e mãos levantadas ao alto, mas pouco arrependimento, quebrantamento, convicção de pecado, mudança de vida e santidade”.

O despertamento dos corações também é outro fator que caracteriza o avivamento, assim como a união dos verdadeiros crentes, assim como o conhecimento da verdade do Evangelho.

“Há uma mescla de verdade e erro, de emoções genuínas e falsas, de conversões verdadeiras e de imitações, experiências reais com Deus e mero emocionalismo”, continua Nicodemus que lamenta que muitos cristãos reformados falem pouco sobre o tema e não orem pelo avivamento no país.

 Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O que estão fazendo com a igreja?

“A menos que vocês provem para mim pela Escritura e pela razão que eu estou enganado, eu não posso e não me retratarei. Minha consciência é cativa à Palavra de Deus. Ir contra a minha consciência não é nem correto nem seguro. Aqui permaneço eu. Não há nada mais que eu possa fazer. Que Deus me ajude. Amém”. Martinho Lutero
A Bíblia diz que Deus mesmo deu a sua igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, visando o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo e que a finalidade maior de Deus dar homens com esta vocação era o crescimento saudável e o fortalecimento da igreja como povo de Deus.
Deus em sua suprema sabedoria estabeleceu todos os meios necessários para o cumprimento da sua vontade. Deus estabeleceu a igreja e providenciou os recursos para a execução da sua vontade no sustento dos pastores e líderes, e para o sustento daqueles que deviam ir aos campos onde a salvação ainda não se manifestou. Deus chamou aos servos que Ele mesmo salvou para um compromisso de sustento dos vocacionados, afim de que todos se engajassem na obra da salvação dos perdidos quer indo aos campos, quer orando pelos que vão ou mesmo sustentando os que vão. Deus deu todos os meios para que a igreja cumpra sua missão.
Ele deu dons espirituais e recursos materiais. Mas ao contrário do que se esperava com relação aos lideres chamados, separados, escolhidos e ungidos, eles não foram fiéis a Deus nem sinceros na administração do que Deus lhes confiou. Os dons que Deus deu estão sendo usados para a autopromoção dos homens e os recursos materiais advindos das ofertas e dízimos dos santos estão sendo, na sua maioria, usados para o enriquecimento do clero evangélico. O que estão fazendo com a igreja que Jesus comprou com seu sangue? O que estão fazendo com a Noiva do Cordeiro?
Muitos pastores estão se tornando lobos; muitos missionários estão se tornando mercenários; muitos ministros estão se tornando estrelas; muitos homens de Deus estão se tornando homens do dinheiro. O cenário gospel atual apresenta uma inversão de princípios bíblicos, ao invés de Deus crescer e o homem diminuir, os homens estão no pódio e Deus reduzido a um mero instrumento de promoção dos interesses egoístas de homens entorpecidos pela soberba. O que estão fazendo com o ministério e a vocação da igreja?
Há pastores que só pregam por dinheiro, há cantores que só cantam por lucro, há ministros que exploram financeiramente as igrejas com seus falsos encontros de louvor e adoração. Em nome do Deus Verdadeiro adoram a Mamom. O que estão fazendo com o dinheiro da igreja?
Existem ministros usando a Bíblia para manipular os crentes. Eles induzem o povo de Deus ao erro doutrinário . Eles estabelecem sua própria vontade em nome Deus. Eles dizem coisas em nome de Deus que o Senhor nunca falou só para manter o domínio sobre as ovelhas de Deus. Eles vêm na frente de Deus e Jesus falou a seu respeito dizendo: “quem vem antes de mim é ladrão e salteador”. O que estão fazendo com a Palavra de Deus?
O silêncio da igreja faz com que os erros dos homens que a si mesmos se declaram pastores, mas não são, (sendo antes lobos devoradores) pareça correto.

Em nome de Deus os profetas denunciaram os sacerdotes maus e pregaram ao povo que Deus estava contra os ministros infiéis. Que em nome de Deus os verdadeiros pastores façam o mesmo!

Fonte: Gospel Prime

sábado, 7 de dezembro de 2013

I E-mail de Paulo a Timóteo

Esta carta (E-mail) é fictícia e serve para dar suporte a próxima lição da EBD, pois fala sobre a posição de alguns obreiros da igreja brasileira, se você quiser criticar a postagem fique à vontade no espaço de comentários:

Paulo, servo de Jesus Cristo.
Que a graça e a paz do nosso Senhor esteja contigo meu filho Timóteo. Escrevo-te agora por e-mail, uma ferramenta facilitadora de comunicação, como também estarei postando em seu mural no facebook o que irei te dizer agora:
Outrora te escrevi por epístola, mas agora te escrevo em tempo real para ratificar tudo o que te ensinei.
Sei que és um servo fiel e um obreiro de valor, mas te retorno  agora para orientar acerca da igreja cristã brasileira; dou graças ao nosso Pai celestial que por sua graça nos concedeu conhecer uma igreja formada por consequência do nosso serviço e sacrifico além Macedônia, lembro-me quando há quase 2 mil anos te recomendei a igreja filipense juntamente com nosso piedoso irmão Epafrodito, como também a carta de que te enviei em Éfeso.
Naquela época passávamos por um grave problema de obreiros que 'estudavam' a Lei para impor seus fardos, usavam-na para disputar entre si quem sabia mais, criavam heresias e confusão na mente dos incautos.
Hoje na igreja brasileira o problema é mais grave, indicado por um de nossos irmãos da igreja presbiteriana e também um outro da igreja luterana, disseram que procurasse o canal Youtube que é um compartilhador de videos. Nele observei os videos mais repreensíveis possíveis e muitos destes produzem doutrinas de perdição: pastores rastejam como cobras no chão, outros se auto-intitulam  apóstolos, missionários, bispos e pastores. A função eclesiástica se tornou um jogo político hierárquico, verdadeiros déspotas que são presidentes de convenções, homens pouco ou nada piedosos, cheios de si, avarentos, donos de impérios. Andam em carros de luxo, possuem seguranças, juntam dinheiro e incentivam desmedidamente as pessoas investirem em seu próprio ministério. São governados por Mamon. Aqueles que não ofertam são amaldiçoados, não lembram estes que em muitas jornadas tive que trabalhar fabricando tendas para não ser pesado aos irmãos e quando viajei para pedir ofertas, você sabe disso porque andou em comunhão comigo nas viagens, era para ajudar a igreja de Jerusalém que tinha ficado pobre por venderem os bens esperando uma volta rápida do Senhor.
Semelhante a nossa época aparecem muitos como simão querendo comprar os dons, mas como estes são inegociáveis, eles compram função pastoral e cargos dentro da igreja. Criaram também até o marketing para a igreja, no mínimo não leram a carta que escrevi em 1 Co 2:13. Tem até um livro escrito por um pastor da Assembleia de Deus com o tema "Marketing para a Escola Dominical", que é uma escola parecida com aquela que fazíamos na sesta quando estava preso em Roma pela guarda pretoriana. Não que não devemos facilitar o ensino da Palavra, mas o poder do Espírito foi posto de lado, o que vence é a persuasão e sabedoria humanas. Entristeço-me, pois a Palavra tem perdido o sentido para muitos cristãos, pois os obreiros brasileiros estão mais preocupados em agradar os homens com um culto humanista a que agradarem ao Soberano e Eterno Senhor e Salvador. Dizem muitos deles que devemos atrair o povo, tem até igreja pondo luta como dos gladiadores dentro dos templos! Um tal MMA. O evangelho virou filosofia de vida, algo que combati em Corinto. Sou servo de Cristo, meu viver é Cristo, não uma filosofia por ideologia, mas pelo Espírito.
Oriento-te a perseverar na Palavra e nos ensinos de Cristo, usando as Escrituras acima de tudo, repreende o mal, exorta o herege, ensina a verdade e permanece em Cristo! Não dê ouvidos aos artistas Gospel, eles não tem nada a te oferecer, pois como disse o Profeta, "Este povo só me louva de lábios, mas seu coração está longe de mim!" Eles preocupam-se em alegrar o corpo, mas não em alimentar o Espírito. Alimenta-te na Palavra, discerne o que é mal, repreende o erro, combata os falsos mestres e poem-vos em seus lugares. Combata os institutos de ensino da confissão positiva e da teologia da prosperidade!
Combata os grupos criados dentro da igreja, "as panelinhas", se possível aos poucos retire os conjuntos de circulação, eles são câncer, criados nas igrejas pentecostais, formam grupos fechados e separam os jovens dos velhos, como se o igreja fosse um corpo fragmentado!
Continue em piedade e sem interesses financeiros, trabalhe para não pesar aos irmãos, aceite ofertas voluntárias, mas nunca exija, permaneça assim como um obreiro fiel, seja diferente de quase todos os obreiros neopentecostais, de muitos pentecostais e não poucos tradicionais, pois não poucos foram influenciados pela falsa teologia, pelos liberais, os neo-ortodoxos e libertinos que são piores que os anteriores porque não fazem valer a Escritura como ela é.

Por isso, permaneça na doutrina e na admoestação do Senhor e que a Graça do soberano Senhor esteja contigo, Amém!

II E-mail de Paulo a Timóteo

Esta é a segunda das cartas (e-mail) fictícias que tratam de assuntos reais, atuais e verdadeiros que a Palavra condena, construídas com referências da Bíblia junto ao contexto atual, organizada e escrita pelo Professor Érick Freire.
Quem não concordar tem a liberdade de expressar-se, este é um direito constitucional!


 Paulo escravo de Cristo, servidor incessante do Nosso Senhor a meu filho estimado na fé Timóteo, companheiro fiel a Palavra da verdade;

Amado Timóteo, como te escrevi, agora te retorno, desta vez para falar sobre os coveiros da fé, de homens perseguidores que demonstram piedade, mas em seus corações há rapina e desejo de serem adorados como deuses. Não pondere que estes são homens do mundo, pelo contrário, estes estão a frente de igrejas, pois hoje não há o controle do Espírito Santo como em nossa época, pelo contrário, se ajuntam em reuniões humano-administrativas para escolher primeiro os apadrinhados, depois os que tem representação social e também aqueles que fazem a igreja render mais dinheiro, mesmo que estes desviem do erário da igreja.

Está difícil para os verdadeiros cristãos sobreviverem nestas instituições que viraram comércio, lembro-me quando o estimado apóstolo Pedro nos avisou destes mercadejadores em sua segunda epístola, é difícil para alguém comissionado, diretivamente predestinado pelo Senhor a pregar a Palavra em todos os cantos do mundo antigo, observar tão grandes desvios de conduta, estes são coveiros da fé dos conscientes. Transformam os incautos em zumbis, verdadeiros mortos-vivos na igreja, seres autômatos. Suas roupas são de santidade, suas palavras são "verdadeiras", mas sua condução é tosca, dantesca, amaldiçoam os que discordam deles e escondem os profetas como fizeram a Jeremias, preso e encarcerado por amor a Verdade.

Outro tipo de líder coveiro da fé é aquele que cala os que vão contra as heresias e modismos hodiernos, é desconfortante para eles, pois ao mostrarem o erro desnudam a verdadeira aparência destes líderes e para não serem acuados por seus erros, excluem, excomungam ou lança-os a "Sibéria do gelo". Líderes fracos que possuem um psiquismo bilateral, psicóticos pelo poder, psicóticos por ser o centro da Igreja, mas a Igreja deve ser cristocêntrica.

Estes também tem outra característica que você precisa observar, eles perseguem os que mostram a verdade, põem seus bajuladores para seguir estes, têm sede de vingança, se possível mantariam aqueles que defendem a verdadeira Verdade.

Recomendo-te que observe também aqueles que fraquejaram na caminhada, procure-os não para cobrar, mas com amor e zelo por suas vidas, pois é mais fácil matar alguém quase morto a que trazê-lo de volta a vida;

Valorize os que pensam, valorize os que defendem a Palavra e que são autônomos em Cristo, não defenda aqueles que pensam que tem o livre-arbítrio para si, mas aqueles que sentem que seu arbítrio é de Cristo, pois a vontade de Deus é boa, agradável e perfeita, como já dissera aos romanos.

No entanto, guarda-te na verdadeira Palavra, no verdadeiro ensino, manejando bem a Palavra e não tendo do que se envergonhar, não seja como os fariseus do século XXI que até estão a frente de igrejas, mas usam-na para autopromoção, para angariar bajuladores, para humilhar os servos em público, para falar mal dos irmãos na tribuna, como se fosse um juiz, não falo em relação a Escritura e os erros dos que a distorcem, falo em comportamentos de perseguição, atos psicóticos, prazer em desdenhar dos outros e se mostrar superior a todos. Juiz para condenação só há um, DEUS, Ele é realmente justo e julga com retidão.

Não creia também nos adivinhos que querem deduzir quando o Senhor voltará, este é um mistério das regiões celestiais, poderá ser agora, mas poderá ser daqui a mil anos, não sei, só Deus Pai, Filho e Espírito Santo sabe.
Permanece pois na fé, na esperança e no amor.

Que a graça do Senhor Jesus seja contigo.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

12 CONSELHOS PRECIOSOS AOS PREGADORES DA PALAVRA



1- Pregue para a glória de Deus. A motivação do ministro deve ser a glória do Senhor e não a  exaltação do seu próprio nome e ministério.

2- Evite o improviso. Suba ao púlpito convicto daquilo que irá falar ao coração daqueles que o Senhor os confiou.

3- Mate-se de estudar e ressuscite através da oração. O ministro que não dedica tempo ao estudo bíblico e a oração não vale um vintém.

4- Não caia na tentação de pregar um sermão politicamente correto. Pregue a Palavra de Deus! Pregue as Escrituras.

5- Você não foi chamado por Deus para promover entretenimento aos ouvintes. Você é um pregador do Evangelho. Anuncie Cristo, pregue Cristo e proclame as inexoráveis verdades da Palavra de Deus.

6-  Não seja superficial. Muito pelo contrário, seja profundo não suas colocações. Contudo, lembre-se que profundidade não está relacionado a  falar de modo difícil. Spurgeon por exemplo era profundo, todavia, qualquer pessoa que o ouvia conseguia entendê-lo.

7- Não pregue outra coisa a não ser Cristo Crucificado. Você não foi chamado para pregar técnicas de psicanálise, psicologia humana, ou auto-ajuda. Você não foi chamado para pregar outra mensagem a não ser o Evangelho de Cristo.

8- A Bíblia deve ser a fonte da sua mensagem. Por mais interessante e profundo que seja um livro, a Biblia é a nossa única e exclusiva regra de fé, portanto, é dela  que devemos extrair e fundamentar nossos sermões.

9-  Cuidado com a arrogância. O púlpito é um lugar santo. Você não foi chamado para testesmunhar sobre os seus feitos e sim sobre a grandeza de Deus. Os puritanos tinham por hábito nunca relatarem no pulpito aquilo que faziam ou deixavam de fazer e sim expor as Escrituras.

10- Pregue com fogo e razão. Jonathan Edwards costumava dizer que o pregador precisa ter luz na mente e fogo no coração.

11- Pregue com o coração enchargado pelo amor. O pregador que não ama não pode pregar o evangelho. O amor é um dos fundamentos da nossa mensagem. O pregador ama as pessoas por isso prega.

12 - Pregue exclusivamente a Palavra de Deus.

E por fim lembre-se: "O pregador não é um profissional; seu ministério não é uma profissão." (E.M. Bounds)

Pense nisso!

Renato Vargens

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Pregação com fundo musical?

Autor: Pr. Ciro Sanches Zibordi

O que mais irrita um ensinador ou pregador da Palavra além dos famigerados fundos musicais não solicitados? Músicos tocando guitarra — mesmo desligada — durante a explanação das Escrituras! Isso, aliás, é uma falta de reverência e uma deselegância sem tamanho, não é mesmo?

Penso que a falação dos levitas (levitas?) — a qual muitos chamam de ministração — durante o momento de louvor (louvor?), bem como os aludidos fundos musicais durante a explanação da Palavra (a qual se torna cada vez mais sucinta, para não cansar os ouvintes) e outras inovações são o prenúncio de que, em breve, a exposição simples das Escrituras não será mais bem-vinda no evangelicalismo moderno.

Por graça de Deus, prego o Evangelho desde 1988 — não me pergunte qual é a minha idade! Conheci, por causa do ministério que o Senhor me outorgou, o qual envolve itinerância, famosos preletores de congressos e escolas bíblicas. Com o passar do tempo, muitos deles começaram a valorizar mais a forma, em detrimento do conteúdo. Ou seja, optaram por priorizar o malabarismo, a animação de auditório e outras técnicas mecanicistas, inclusive a adoção de fundos musicais (!), visando a uma suposta "colheita imediata" (muitas vezes, financeira), e não ao "plantio da boa semente" (a Palavra de Deus).

Outros expoentes igualmente famosos — poucos — não aderiram aos modismos e continuaram priorizando a exposição das Escrituras com autoridade e simplicidade. Acabaram perdendo espaço, alguns por iniciativa própria, ao se tornarem seletivos. Em seguida, passaram a ser considerados "apologistas" ou "críticos", em razão de verberarem contra heresias e modismos prevalecentes no meio do povo de Deus. À luz das Escrituras, qual dos dois grupos tem agradado a Deus? E, ao mesmo tempo, qual dos dois grupos é tido como saudosista e desatualizado? Antes de responder a essas indagações, medite em Atos 5.29 e Gálatas 1.10: "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens"; "Porque, persuado eu agora a homens ou a Deus? ou procuro agradar a homens? se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo".

"Aviva, ó Senhor, a tua obra" (Habacuque 3.2).


http://cirozibordi.blogspot.com.br/

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

COMO SER UM OBREIRO APROVADO



1 - COMO SER OBREIRO APROVADO INTRODUÇÃO - O que é ser um obreiro? Ser "obreiro" é estar comprometido com a obra de Deus na Terra. Logo, independente do cargo, ou da atividade ministerial na qual estejamos engajados, todos os que trabalham na obra de Deus são obreiros, desde o assistente diaconal até o bispo. O termo "obreiro" significa simplesmente "trabalhador". A diferença entre um simples membro da igreja e um obreiro, está no grau de comprometimento com o Reino de Deus. Um membro pode estar envolvido com o Reino, mas o obreiro está comprometido com o seu crescimento. Para entendermos melhor a diferença entre envolvimento e comprometimento, lancemos mão de uma simples analogia: numa refeição encontramos ovos e bacon. Os ovos vieram da galinha, enquanto o bacon veio do porco. Cada um deu a sua contribuição. Não obstante, qual deles precisou se comprometer para dar sua parcela de contribuição para a refeição? É claro que foi o porco. A galinha pôs seu ovo, e deu-o para ser comido. Entretanto, isso não interferiu em sua vida. Já o porco, para nos fornecer o bacon, teve que comprometer sua própria vida. Eis a diferença entre ser um membro envolvido, e um obreiro comprometido. Imagine uma igreja em franco crescimento. Para que ela estivesse cheia, alguns contribuíram com sua presença, mas outros contribuíram com seu trabalho. O obreiro é aquele que se dispõe a comprometer seu tempo, seus recursos, seus talentos, na propagação do Reino de Cristo Jesus. Ele não se satisfaz apenas em entregar seu dízimo e dar suas ofertas. Ele quer dar-se a si mesmo a Deus, e à Sua obra (2 Co.8:5), e para isso, está sempre disposto a arregaçar as mangas e trabalhar. Quanto mais o obreiro cresce na Obra, maior é o seu comprometimento com o Reino de Deus. 1 - O QUE É NECESSÁRIO PARA SER UM OBREIRO? • VOCAÇÃO - O primeiro requisito necessário para trabalhar na Obra de Deus é ser vocacionado. A palavra "vocação" significa literalmente "chamamento". O obreiro tem que ser chamado por Deus para o exercício do seu ministério. E a quem Deus chama? Ele chama todo aquele que Ele mesmo escolheu para a Sua Obra. Portanto, não se trata de uma opção nossa, e sim, de uma escolha soberana da parte de Deus. Jesus afirmou acerca disso aos Seus discípulos: "Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi, e vos designei para que vades e deis fruto..... JOÃO 15:16a É bom deixarmos claro que os critérios de Deus não são os nossos. Ele não nos escolhe levando em conta nossa aparência, nossa capacidade intelectual, nosso temperamento, ou nossos méritos. A razão que O levou a escolher-nos não está em nós, mas nEle mesmo. É Ele quem convoca, capacita e envia obreiros para Sua Seara. Jesus disse: "Grande é, em verdade, a seara, mas os obreiros são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara" (Lc.lO:2). Ele primeiro diz vinde, pra depois dizer ide. • CAPACITAÇÃO - Ele não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos. Um exemplo disso é Jeremias. Ao ser chamado por Deus, o profeta Jeremias, que à época ainda era uma criança, relutou em aceitar sua vocação, por achar que não tinha capacidade para isso. Leia com atenção o texto bíblico: "Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Antes que eu te formasse no ventre, te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta. Então disse eu: Ah! Senhor Deus! Não sei falar; não passou de uma criança; Mas o Senhor me disse: Não digas: Não passou de uma criança. Aonde quer que eu te enviar, irás, e tudo o que te mandar, dirás. Não temas diante deles, pois eu sou contigo para te livrar, diz o Senhor. Então estendeu o Senhor a sua mão, tocou-me na boca, e me disse: Agora pus as minhas palavras na tua boca". JEREMIAS 1:4-9 Não adianta argumentar com Deus. Quando Ele nos convoca, não podemos sequer pensar em fugir. Alguém poderá dizer como Jeremias: Senhor, eu não sou capaz. Eu não tenho experiência suficiente. O apóstolo Paulo, que também foi escolhido por Deus mesmo antes de nascer (Gl.l:15), afirmou: "Não que sejamos capazes, por nós mesmos, de pensar alguma coisa, como se partisse de nós mesmos, mas a nossa capacidade vem de Deus. Ele nos fez capazes de ser ministros de uma Nova Aliança..." (2 Co.3:5-6a). • DISPOSIÇÃO & DISPONIBILIDADE - Quando chamados por Deus, temos que estar dispostos e disponíveis. Disposição diz respeito ao estado de espírito. Um obreiro indisposto trabalha com má vontade, e por isso, não produz de acordo com a vontade de Deus. O apóstolo Paulo escreve: "Contudo, quando anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação. Ai de mim, se não anunciar o evangelho! Se o faço de boa vontade, terei recompensa; mas se de má vontade, apenas desempenho um cargo que me foi confiado". I CORÍNTIOS 9:16-17 Onde não há disposição, boa vontade, também não há resultados, e, portanto, não pode haver recompensa da parte de Deus. O obreiro indisposto é sempre vagaroso, descuidado, negligente, e por isso mesmo, corre o risco de ser desqualificado por Deus. "Não sejais vagarosos no cuidado" admoesta o apóstolo, "mas sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor" (Rm.l2:ll). Se não for pra fazer bem, é melhor não fazer. Tudo o que fizermos pra Deus deve ter a marca da excelência, não da negligência. Aqui vale a exortação feita por Jeremias: "Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente!" (Je.48:10a). Deve haver no coração do obreiro a disposição de gastar-se completamente na Obra de Deus. Era esta a disposição que havia em Paulo ao escrever: "Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado" (II Co.l2:15). Além da disposição, não pode faltar disponibilidade. Trabalhar pra Deus não pode ser um hobby, um passatempo, uma distração, mas uma prioridade. O obreiro deve estar sempre disponível pra Deus. A expressão "eis-me aqui", tão encontrada nas páginas das Escrituras, significa "aqui estou eu, pronto a atender". Escrevendo a seu discípulo Timóteo, Paulo o exorta: "Procura apresentar-te a Deus" (II Tm.2:15a). Em outras palavras: "Procura estar sempre disponível pra Deus". Nenhuma ocupação terrena pode privar-nos desta disponibilidade. No mesmo capítulo, Paulo diz: "Nenhum soldado em serviço se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra" (II Tm.2:4). É claro que há obreiros que têm suas atividades profissionais, e que delas depende sua sobrevivência. Estes devem buscar organizar de tal maneira seu tempo, que haja maior disponibilidade possível para trabalhar na Obra de Deus. Já os que trabalham em tempo integral (pastores, missionários e bispos, por exemplo), não devem comprometer seu tempo com qualquer outra atívidade que não esteja relacionada à Obra de Deus. Estar disponível pra Deus implica pontualidade nos compromissos da Igreja. O obreiro deve sempre chegar algum tempo antes do culto, e apresentar-se ao pastor, colocando-se disponível para qualquer serviço. Se ele já pastoreia uma igreja, deve chegar cedo e colocar-se à disposição dos irmãos, oferecendo atendimento pastoral às ovelhas de Deus. • QUALIFICAÇÃO - Para crescermos na Obra de Deus, e ocuparmos novos espaços, precisamos ser regularmente provados. Tomemos o exemplo dado por Paulo acerca dos diáconos. De acordo com o apóstolo, "estes sejam primeiro provados, depois sirvam, se forem irrepreensíveis (...) Porque os que servirem bem como diáconos, adquirirão para si uma boa posição, e muita confiança na fé que há em Cristo Tesus" (I Tm.3:10, 13). Antes que uma pessoa seja empossada em um cargo na Igreja, ela precisa ser provada. Isto quer dizer que ela deve passar por um tempo de observação. Não podemos impor as mãos precipitadamente sobre ninguém (I Tm.5:22). De acordo com Atos 6:3, o candidato deve ter boa reputação, ser cheio do Espírito Santo e de Sabedoria. Além disso, deve ser considerado fiel, antes de ser colocado no ministério (I Tm.l:12). Mesmo depois de ser aprovado, o obreiro estará constantemente sendo submetido à prova. Até mesmo aquele que ascendeu ao ministério pastoral ou episcopal, corre o risco de ser desqualificado. Paulo, o grande apóstolo dos gentios, reconhece isso ao afirmar: "Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado" (I Co.9:27). Diante deste inevitável risco, ele aconselha a seu pupilo Timóteo: "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade" (II Tm.2:15). Só tem do que se envergonhar, aquele obreiro que é passível de repreensão. Porém, aquele que goza de boa reputação com os irmãos, e com os de fora, que é cheio do Espírito e de Sabedoria, e que, portanto, sabe manejar bem as Escrituras, jamais será envergonhado. Envergonhado fica aquele que se lança em um empreendimento, mas sem calcular o preço. Depois de verificar que não tem condição de concluir o que começou, acaba servindo de chacota aos outros (Lc.l4:28). Há um preço a pagar, quando nos lançamos na obra de Deus. Se não nos dispusermos a pagá-lo, é melhor não nos comprometermos. Jesus disse: "A qualquer que muito for dado, muito se lhe pedirá, e ao que muito se lhe confiou muito mais se lhe pedirá" (Lc.l2:48b). Exige-se muito mais dos obreiros do que dos membros. E por quê? Porque o obreiro, seja ele um auxiliar, um pastor ou até um Bispo, ele servirá de referencial para os demais. Os membros e visitantes tendem a espelhar-se em quem está à frente. Portanto, o obreiro deve ser padrão para os demais. Uma coisa é estar em meio à multidão, sem ser notado. Outra coisa é estar à frente, ou em pé junto à portaria ou nos corredores da igreja trabalhando. Daí a necessidade de que seja irrepreensível. Isto é, não passível de repreensão. Observe o conselho que Paulo dá a Tito, seu cooperador: "Em tudo te dá por exemplo de boas obras. Na doutrina mostra integridade, reverência, linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós." Trro 2:7-8 De acordo com esta passagem, entendemos a importância que há naquilo que o obreiro faz, no que ele crê, e na forma como ele se expressa. São três quesitos em que o obreiro pode ser reprovado: obras (comportamento), doutrina (em que ele crê) e linguagem (como ele se expressa). 1. Boas Obras - Como deve comportar-se um obreiro dentro e fora da igreja? Qual deve ser testemunho? Como vimos, o obreiro deve ser padrão para os demais membros da igreja. E quanto aos de fora? O obreiro deve portar-se de tal maneira no mundo, que as pessoas se sintam atraídas a Igreja. Se o seu testemunho for ruim, ele poderá ser uma espécie de vacina antiigreja solta no mundo. Por isso, "é necessário que tenha bom testemunho dos que estão de fora" (l Tm.3:7). O que somos dentro da igreja, temos de ser do lado de fora. Não podemos envergonhar o Evangelho de Jesus, dando margem às pessoas ímpias para que difamem a obra de Deus. Quando falamos de obras, estamos falando de comportamento, e isto inclui a maneira como nos relacionamos, nos vestimos, pagamos nossas contas, trabalhamos, estudamos e etc. Ser irrepreensível é não dar oportunidade ao adversário para que fale de nós, e assim, envergonhe a obra de Deus. • Doutrina - O que é mostrar integridade na doutrina? Significa dizer que não pode haver ponto em aberto naquilo em que cremos. Se a Bíblia é a Palavra inerrante de Deus, não há qualquer doutrina nela contida que não deva ser abraçada. "Fiel é esta palavra e digna de toda a aceitação" (l Tm.4:9). Quando falamos de doutrina, não nos referimos a regras de comportamento, e sim, ao conjunto de ensinamentos bíblicos que formam o corpo doutrinário da Igreja de Cristo. Doutrina, portanto, refere-se àquilo em que cremos. Por exemplo: Cremos em um único Deus, que subsiste em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Cremos na Vida Eterna, que é um dom outorgado àqueles que receberam a Jesus. Cremos que todos haverão de prestar contas de suas obras a Deus no Juízo Final. Etc. Assim como há doutrinas bíblicas, há também doutrinas antibíblicas, que devem ser rejeitadas de imediato. Paulo as chama de "doutrinas de demónios","fábulas profanas" (l Tm.4:l,7), e diz que devemos rejeitá-las. Doutrinas como a da reencarnação, da mediação dos santos, do purgatório, da regeneração batismal, e outras, não podem encontrar abrigo no coração do povo de Deus, pois são antibíblicas. Compete ao obreiro ser um expoente da sã doutrina. Ele deve estar sempre disposto a reproduzir a outros aquilo que recebeu. Paulo escreve a Timóteo: "Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Tesus. E o que de mim, através de muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idóneos para também ensinarem os outros" (2 Tm.2:l-2). Não temos o direito de acrescentar nada, tampouco subtrair nada do que nos foi confiado. Temos que ser fiéis na transmissão daquilo que nos foi confiado: a são doutrina de Cristo. • Linguagem - Assim como é importante a maneira como procedemos, e aquilo em que cremos, também é importante a forma como nos expressamos. Por isso, Paulo instrui os crentes de Éfeso: "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação, conforme a necessidade, para que beneficie aos que a ouvem" (Ef.4:29). Obscenidades, palavrões, piadinhas picantes, não podem constar do vocabulário de um obreiro aprovado. 2 – O CARATER DO OBREIRO "Alguns traços devem ser encontrados em um obreiro para que ele seja aprovado. A ausência de qualquer um destes traços poderá implicar em sua desqualificação. O obreiro, portanto, deve buscar ser "vaso para honra, santificado e idóneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra" (2 Tm.2:21). Em outras palavras, ele deve buscar se qualificar, santificando-se para estar preparado para ser usado na obra de Deus. E quais são os traços que devem ser manifestos na vida de um obreiro aprovado? Vamos encontrá-los na lista apresentada por Paulo, que juntos formam o fruto do Espírito. Esse fruto é dividido em gomos, que devem ser encontrados não apenas na vida dos obreiros, mas de todos os membros do Corpo de Cristo. São eles: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (G1.5:22-23). • Amor - Um obreiro que não ama, tende a fazer a obra de Deus de maneira mecânica e artificial. Não somos apenas engrenagens de uma máquina. Somos seres humanos, que necessitam encontrar sentido naquilo que fazem. É o amor que vai dar sentido e valor à nossa obra. "Fazei todas as vossas obras com amor" ordenou o apóstolo (l Co.l6:14). Seja o que for que tivermos que fazer, se não for com amor, é melhor que não faça. Afinal de contas, é para Deus que trabalhamos. Como disse Paulo: "E tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que servis" (Col.3:23-24). Além disso, devemos considerar que embora trabalhemos para Deus, estamos lidando com seres semelhantes a nós, com suas contradições, anseios, fraquezas e virtudes. Por isso, as Escrituras nos ordenam a suportar "uns aos outros em amor" (Ef.4:2b). É mais fácil lidar com coisas inanimadas, do que lidar com gente. As pessoas têm seus dilemas, suas manias, seus sonhos, e precisam ser amadas e compreendidas. Devemos ter "antes de tudo, ardente amor uns para com os outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados" (l Pe.4:8). Em outras palavras, o amor nos faz enxergar as pessoas, cobrindo-lhes a sua nudez espiritual, e não as expondo, como fez Cão, filho de Noé. • Alegria - "Servi ao Senhor com alegria" (S1.100:2a). Servi-lo com alegria, é o mesmo que servi-lo de boa vontade, e não apenas por uma obrigação religiosa. Ainda que, de fato, seja uma obrigação nossa. Observe o que diz Paulo: "Contudo, quando anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação. Ai de mim, se não anunciar o evangelho! Se o faço de boa vontade, terei recompensa; mas se de má vontade, apenas desempenho um cargo que me foi confiado" (l Co.9:16-17). Portanto, servir na obra de Deus deve ser encarado não apenas como um dever, mas, sobretudo como um prazer! Não devemos alegrar-nos apenas pêlos resultados de nosso trabalho, mas principalmente por termos sido alvo de Sua escolha soberana. Expulsar demónios é gratificante, curar os enfermos é maravilhoso, mas nada deveria nos alegrar mais do que saber que nosso nome está escrito no céu (Lc.lO:20). Além do mais, o obreiro alegre acaba por contagiar as pessoas com a sua alegria. Um obreiro carrancudo vai apenas espantar as pessoas, e vaciná-las contra o Evangelho. Devemos, portanto, ser alegres, para poder transmitir alegria aos que nos cercam. Jamais devemos deixar que os problemas particulares venham prejudicar nosso desempenho na obra de Deus. Um obreiro que almeje a aprovação de Deus, deve ser capaz de passar por cima dos seus próprios problemas, buscando sempre exibir em seus lábios um sorriso sereno, que passe tranquilidade, entusiasmo e satisfação em servir. • Paz - Quem trabalha pra Deus é, por definição, um pacificador. Estamos engajados na promoção da paz. Nosso objetivo é levar os homens a se reconciliarem com Deus, e a viverem em paz consigo mesmo, e com os seus semelhantes. Para promovermos a paz, precisamos estar em paz. Mesmo sendo perseguidos, não podemos perder a paz, a serenidade, a tranquilidade. Para nós, a paz é um estado de espírito, e independe das circunstâncias. Entretanto, a paz que excede todo entendimento, e que guarda nosso coração (Fp.4:7), deve influenciar nossos relacionamentos. Isto quer dizer que, devemos, a todo custo, evitar qualquer situação que busque privar-nos da paz com o nosso próximo. Paulo diz: "Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens" (Rm.l2:18). Infelizmente, nem sempre isso é possível. Mas no que depender de nós, busquemos a paz, evitando entrar em contendas, rixas e debates. Uma pessoa com o ânimo alterado, jamais vai se dispor a reavaliar seus conceitos. Portanto, não vale a pena discutir, pra tentar convencer ninguém. A Palavra de Deus nos ordena: "E rejeita as questões insensatas e absurdas, sabendo que produzem contendas. E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar, paciente; corrigindo com mansidão os que resistem, na expectativa de que Deus lhes conceda o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade" (2 Tm.2:23-25). Devemos policiar até o tom de nossa voz. Há pessoas que se dirigem a outras, como se estivessem discutindo, embora, na verdade, não estejam. Há outras que têm facilidade de "dar fora", até sem querer. Parece que elas estão sempre de espírito armado, e acabam dando a impressão de que têm pavio curto. "A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira" (Pv.l5:l). Mesma a mais dura das verdades, deve ser transmitida com o tempero do amor, para que não possa ferir, mas edificar. • Longanimidade - Ser longânimo é o mesmo que ser paciente ou tolerante com a fraqueza alheia. Um obreiro deve manifestar tal característica, pois a mesma é um dos notáveis traços do caráter divino (S1.103:8). Assim como Deus é longânimo para conosco, devemos ser pacientes para com aqueles que estão chegando à igreja, ou mesmo para com aqueles que, embora tenham algum tempo de igreja, ainda não aprenderam a caminhar por si mesmos. O apóstolo Paulo deixou-nos uma importante orientação sobre isso: "Acolhei ao que é fraco na fé, não, porém, para discutir opiniões (...) Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos (...) Ora, o Deus da paciência e da consolação vos conceda o mesmo sentir de uns para com os outros, segundo Cristo Jesus (...) Portanto, acolhei-vos uns aos outros, como também Cristo nos acolheu para a glória de Deus" (Rm.l4:l; 15:1,5,7). Ao nos deparar com alguém que esteja dando seus primeiros passos na fé, devemos nos lembrar dos nossos primeiros passos, e de quanto trabalho demos para os que nos receberam. Assim como alcançamos o amadurecimento, eles também hão de alcançar. Lembremo-nos de que "melhor é o fim das coisas do que o seu princípio; melhor é o paciente do que o arrogante" (Ec.7:8). Afinal, quem começou a boa obra, é fiel pra terminá-la dentro do prazo estabelecido (Fp.l:6). Devemos ter redobrado cuidado para não destratarmos ninguém, dando respostas deselegantes. Ser longânimo também é ser atencioso, gentil e cordato. • Benignidade - Ser benigno é estar sempre disposto para fazer o bem. Este fruto se manifesta na vida do obreiro quando este tem a oportunidade de beneficiar alguém, seja através de uma oração, de um conselho, ou até mesmo de um simples gesto, como um abraço ou um sorriso. A exemplo de Jesus, devemos fazer o bem a todos, independente de seu credo religioso, ou de sua posição social ou cultural (At.lO:38). Não podemos ser omissos. Tiago diz: "Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado" (Tg.4:17). Um obreiro aprovado não joga fora uma boa oportunidade de enaltecer o nome de Jesus através de um ato benigno. Ainda que não sejamos reconhecidos pelas coisas boas que façamos, devemos esperar a recompensa de Deus, e não dos homens. Paulo admoesta: "E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido. Então, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé" (01.6:9-10). Devemos nos dispor a beneficiar até os que nos maltratam. É desta maneira que vencemos o mal com o bem (Rm.l2:21). • Bondade - Enquanto a benignidade é uma questão de atitude, a bondade está ligada à maneira como enxergamos as coisas à nossa volta. Assim como há pessoas maliciosas, que só conseguem enxergar o mal, até onde não há, há outras que têm o dom de enxergar coisas boas, até nas aparentemente ruins. Sobre isso, Jesus falou: "A lâmpada do corpo são os olhos. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas" (Mt.6:22-23a). Um obreiro aprovado deve ter os olhos iluminados pela bondade do Espírito Santo. Ele consegue identificar o agir de Deus em cada situação. Ele é capaz de enxergar as qualidades e potencialidades das pessoas que chegam à igreja, a despeito da situação que estejam passando. Ele deve ter um olhar puro, que expresse a bondade de uma criança. Foi isso que Paulo quis dizer ao ordenar: "Irmãos, não sejais meninos no entendimento, mas sede meninos na malícia, e adultos no entendimento" (!Co.l4:20). • Fidelidade - Podemos definir a fidelidade exigida por Deus na vida do obreiro de diversas maneiras. Ser fiel é: a) Reproduzir exatamente o que recebeu, sem acrescentar nem subtrair nada - "E o que de mim, através de muitas testemunhas ouviste, confia-o a homens fiéis, que sejam idóneos para também ensinarem os outros" (2 Tm.2:2). "Assim, pois, que os homens nos considerem como ministros de Cristo, e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel" (l Co.4:l-2). "Pois eu recebi do Senhor o que também vos ensinei" (l Co.ll:23a). "Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso" (Pv.30:6). b) Servir de padrão para os demais - "Ninguém despreze a tua mocidade, mas sê exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, no amor, no espírito, na fé, na pureza" (l Tm.4:12). c) Zelar por aquilo que lhe foi confiado - "Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito, e quem é injusto no mínimo, também é injusto no muito. Se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras? E se no alheio não fostes fiéis, quem vos dará o que é vosso?" (Lc.l6:10-12). d) Saber guardar segredo - "O mexeriqueiro revela o segredo, mas o fiel de espírito o mantém em oculto" (Pv.ll:13). e) Entregar a Deus o seu dízimo - "Tudo vem de ti, e somente devolvemos o que veio das tuas mãos" (l Cr.29:14b). "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa (...) E então vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus e o que não serve" (M1.3:10a, 18). f) Cumprir seus votos e compromissos - "Quando a Deus fizeres algum voto, não tardes em cumpri-lo. Ele não se agrada de tolos; o que votares, paga-o" (Ec.5:4). "Agora, porém, completai o já começado, para que, assim como houve a prontidão de vontade, haja também o cumprimento, segundo o que tendes (...) Cada um contribua segundo o propósito do seu coração" (2 Co.8:12; 9:7a). g) Ser coerente, isto é, praticar aquilo em que crê - "E sede cumpridores da palavra, e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos" (Tg.l:22). "O que aprendestes, e recebestes, e ouvistes de mim, e em mim vistes, isso fazer. E o Deus de paz será convosco" (Fp.4:9). • Mansidão - Foi Jesus quem disse: "Aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrarei descanso para as vossas almas" (Mt.ll:29b). Ser manso é manifestar tranquilidade em qualquer situação, sem demonstrar altivez, arrogância. O manso não está preocupado em receber honra, elogios, nem faz questão de qualquer privilégio. Quando repreendido, o manso não reage, mas reconhece seu erro, e busca consertar-se. Ele sabe que "nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, mas de tristeza. Contudo, depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ela têm sido exercitados" (Hb.l2:ll). Qualquer repreensão que vise o nosso bem, e principalmente o bem da obra de Deus é bem-vinda. Devemos concordar com o salmista, quando diz: "Fira-me o justo, será isso bondade; repreenda-me, será um excelente óleo sobre a minha cabeça. A minha cabeça não o rejeitará" (S1.141:5a). "Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do tolo" (Ec.7:5). "O que ama a disciplina ama o conhecimento, mas o que odeia a repreensão é estúpido" (Pv.l2:l). O obreiro aprovado jamais abre a sua boca em defesa própria. Ainda que seja injustiçado, ele prefere ceder a palavra ao seu Advogado, Jesus. Aprender de Jesus é ser manso e humilde, e agir como Ele agiu diante dos seus acusadores: "Ele foi oprimido e humilhado, mas não abriu a sua boca" (Is.53:7a). Em outras palavras, se o obreiro está errado, ele curva a cabeça e reconhece o erro. Se ele estiver certo, ainda assim, ele mantém seu silêncio, e deixa que Cristo seja seu defensor. Ser manso também é colocar o interesse da obra de Deus, acima dos nossos próprios interesses. É ter o mesmo sentimento que houve em Cristo Jesus, nada fazendo por contenda ou por vanglória, mas por humildade, considerando os outros superiores a si mesmo, e não atentando somente para o que é seu, mas principalmente o que é para o bem comum (Fp.2:3-5). • Domínio Próprio - Eis o último gomo do fruto do Espírito. Ter domínio próprio é ter auto-controle. Sem ele, podemos pôr tudo a perder. Por isso, João admoesta: "Olhai por vós mesmos, para que não percais o que ganhastes, antes recebais plena recompensa" (2 Jo.8). Olhar por nós mesmos é o mesmo que manter-nos em total vigilância. O sábio Salomão afirma que melhor é "o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade" (Pv.l6:32). E mais: "Como cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não pode conter o seu espírito" (Pv.25:28). O obreiro aprovado não pode se deixar levar pelas emoções carnais e passageiras. Somos guiados por convicções, não por emoções. Aquilo que vemos não pode nos afetar a ponto de nos levar a perder a compostura. Se for necessário nos calar, nos calaremos (Leia Tg.3:2). Se for necessário nos conter na hora da raiva, nos conteremos. Tudo para não prejudicarmos a obra de Deus com a qual estamos comprometidos. Ter domínio próprio é resistir aos apelos da carne, e optar pelo que é certo. É ser capaz de desagradar a si mesmo, para agradar aos outros e principalmente a Deus (Leia Rm.l5:l-3). 3 – OS TIPOS DE CULTO As Igrejas adotam diversos tipos de cultos. Cada tipo tem seu próprio estilo e finalidade. Todos, porém tem um objetivo comum: glorificar a Deus. As pessoas devem ser estimuladas, não a assistir ao culto, ou a frequentá-lo, e sim a prestar culto a Deus. A diferença entre assistir a um culto e prestar culto é que no primeiro, a pessoa é levada a uma conduta passiva, enquanto no segundo ela é levada a uma postura de interatividade. Ninguém pode cultuar no lugar de outro. Trata-se de um dever intransferível. Podemos orar por alguém, interceder por ele, mas não podemos cultuar em seu lugar. O culto deve ser encarado como um sacrifício oferecido a Deus; o que não deve ser entendido como algo doloroso, penoso, e sim como algo extremamente agradável. O termo sacrifício é a junção de duas palavras: sacro + ofício. Trata-se, portanto, de um ofício sagrado. Paulo nos orienta a apresentar nossos corpos a Deus como um sacrifício puro, santo e agradável, pois isto se constitui em nosso culto racional (Rm.l2:l). Há vários tipos de culto, de acordo com a classificação que se segue: • CULTO EUCARÍSTICO - Trata-se de um culto revestido de caráter muito especial, pois nele se relembra o sacrifício de Cristo na Cruz, através da celebração da Santa Ceia do Senhor. Usamos como elementos que compõem a Mesa do Senhor, o suco da uva e o pão. O suco deve ser servido em cálices especiais de vidro, plástico ou similar, e devem estar devidamente limpos. Em caso de necessidade, poderá usar-se copinhos descartáveis. O pão deve ser partido antecipadamente, ficando apenas um pão para ser partido no altar no momento da celebração (a critério do celebrante), e deve ser servido ern bandejas apropriadas. Caberá aos assistentes diaconais e diáconos servir a Ceia. Em reuniões especiais, este serviço poderá ficar a cargo de pastores previamente selecionados. Os elementos deverão ser oferecidos indistintamente a todos. Entretanto, caberá ao pastor celebrante advertir as pessoas quanto à seriedade que envolve a participação dos mesmos. E deverá ainda orientar para que somente os membros do Corpo de Cristo participem Mesa do Senhor. Depois de alertadas, caberá às pessoas julgarem a si mesmas, participando ou não. Os cultos eucarísticos deverão acontecer preferencialmente aos domingos pela manhã ou à noite, ou em ambos os horários, ou ainda em ocasião extraordinária. • CULTO EVANGELÍSTICO/ CAMPANHAS - São cultos dedicados a apresentar Jesus aos necessitados e aflitos. Ninguém poderá adorar a um Deus desconhecido. Para que recrutemos adoradores para Deus, precisamos apresentá-Lo como Alguém digno de receber nossa adoração. E como o faremos? Da mesma forma como Jesus fez no passado. Ministrando de acordo com a necessidade das pessoas. Elas precisam de cura, libertação, prosperidade, união familiar, e tudo o que só Deus pode promover na vida daqueles que O buscam. Para estimular o interesse das pessoas em buscar de Deus a solução de seus problemas, as Igrejas, em geral promove campanhas, movimentos e cruzadas. Nessas reuniões, a mensagem deve ser simples e objetiva. Deve-se evitar o uso de certos termos e jargões que somente os crentes entendem. As canções devem girar em torno do tema da reunião, e conter um tom evangelístico. Não se deve usar canções de adoração, nem de forte apelo doutrinário. As orações devem ser objetivas. Se a reunião for dedicada à libertação, deve-se orar para que o poder de Deus se manifeste, a fim de que os demónios não resistam e saiam, abandonando os corpos que possuem. Não se deve "invocar" demónios, isto é, chamá-los, para que venham de onde estiverem para manifestar ali. Se houver alguém possesso, certamente vai manifestar. Nosso papel é expulsar o demónio, não invocá-lo. O uso de nomes dados aos demónios nas seitas afro-brasileiras deve ser evitado. Tal prática é proibida pelas Escrituras, de acordo com Josué 23:7, onde lemos: "Não vos mistureis com estas nações que ainda restam no vosso meio; não fareis menção dos nomes de seus deuses, não os invocareis". Deve-se usar de cautela, para não dar qualquer crédito às coisas ditas por demónios, através dos lábios de pessoas manifestadas. Lembremo-nos que o diabo é o pai da mentira, e que "não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do iue lhe é próprio" (Jo.8:44). Não se deve dirigir qualquer palavra a um demónio, se ele não estiver manifestado em um corpo. Se o fizermos, estaremos conferindo onipresença ao diabo, atributo que só Deus possui. Nossas orações devem ser dirigidas a Deus. Entretanto, podemos e devemos dirigir palavras de ordem às enfermidades, para que se retirem. Tais ordens são chamadas de "Oração da Fé". Não se trata de orar a Deus, pedindo que cure as doenças. Jesus já tomou sobre Si as enfermidades. Não precisamos pedir que Deus faça o que já fez. A Oração da Fé nada mais é do que a Fé que se expressa em uma ordem dirigida à doença, para que deixe de vez a pessoa acometida. Deve-se também usar a imposição de mãos, conforme prescreve a Bíblia (Mc.l6:18). Além da unção com óleo, que representa o Espírito Santo (Mc.6:13; Tg.5:14). Deve-se evitar qualquer tipo de misticismo ou superstição, como por exemplo, atribuir poder à feitiçaria ou à inveja. Se anunciarmos que temos poder pra desmanchar macumba, estaremos afirmando que a macumba realmente funciona. As pessoas precisam ser conscientizadas de que o Poder pertence a Deus. Os demónios dizem que receberam isso ou aquilo em um trabalho de bruxaria, para manter as pessoas na ignorância espiritual. O que o diabo quer é ser adorado. Quando ele pede que uma pessoa lhe dê uma oferenda, o que lhe interessa não é a oferenda em si, mas a adoração que lhe está sendo dedicada. Os incautos pensam que podem manipular as forças do mal através de despachos, sacrifícios e oferendas, mas na verdade, eles é que estão sendo manipulados por tais forças. Não podemos mante-los neste estado de cegueira espiritual. Temos que abrir seus olhos, falando-lhes a verdade. Em lugar nenhum da Bíblia é-nos ordenado sair por aí desmanchando macumbaria. A ordem de Jesus é: Curai os enfermos, e expulsai os demónios. Além de orar por cura e libertação, devemos orar pela prosperidade do povo. E não só orar, mas ensinar-lhe os princípios bíblicos que produzem vida abundante. E para isso, promovemos reuniões especiais. Afinal, o salmista nos ordena a dizer continuamente: "O Senhor, que se deleita na prosperidade do seu servo, seja engrandecido" (51.35:27). Pra quem pensa que Deus só se importa com questões espirituais, vale lembrar o que diz João em sua terceira epístola: "Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma" (v.2). • CULTO DOUTRINÁRIO - Trata-se de um culto dedicado ao ensino das doutrinas e princípios da Palavra de Deus, que devem nortear nossa conduta no mundo. Toda igreja, deve dedicar pelo menos um culto na semana para este fim. Nele, o pregador deve assumir a posição de mestre, conduzindo seu rebanho a um estudo mais profundo das Escrituras. • CULTO DE ADORAÇÃO - A cada domingo, o povo de Deus deve dedicar-se inteiramente à adoração. Convém salientar que a música tem papel importante no culto de adoração, e por isso, deve tomar maior tempo do que nos demais cultos. Cada igreja, deve constituir um ministério de louvor e adoração, liderado por um ministro de música qualificado. Caberá a este ministério conduzir o período de louvor durante o culto. Para tanto, o pastor deve estimular os jovens a aprender a tocar instrumentos diversos, e investir na aquisição dos mesmos. Pode-se também levantar um coral, desde que haja alguém disposto e qualificado para regê-lo. Canções de louvor e adoração diferem das canções de apelo evangelístico, pois não são centradas nas necessidades humanas, mas no próprio Deus. Há ainda uma diferença entre louvor e adoração. Geralmente, o louvor fala de Deus, enquanto que a adoração fala a Deus. Em outras palavras, no louvor, referimo-nos a Deus como "Ele" e na adoração como "Tu". O louvor enfatiza o que Deus faz, enquanto que na adoração a ênfase recai sobre o que Deus é. Os componentes do ministério de louvor devem ser selecionados de acordo com os seguintes critérios: • habilidade musical; • bom testemunho; • vida comprometida com Deus e a Sua obra; • disposição e disponibilidade para ensaiar. • CULTO DE ORAÇÃO - Uma vez que cremos no sacerdócio universal dos crentes, devemos estimular o povo de Deus a uma vida de oração. Todos temos igual acesso à presença de Deus, e devemos desfrutar disso ao máximo, apresentando-nos a Ele regularmente para intercedermos em favor de todos os que necessitam. Para isso, é salutar que promovamos reuniões de oração, onde possamos dedicar a maior parte do tempo à intercessão. A Bíblia nos ordena a orar uns pêlos outros (Tg.5:16), pêlos aflitos (Tg.5:13), pelas autoridades constituídas (l Tm.2:l-2), e até pêlos que nos perseguem (Mt.5:44). Além do mais, deixar de interceder é incorrer em grave falta aos olhos de Deus (l Sm.l2:23). • CULTO JOVEM - Com fim evangelístico, ou com objetivo de promover maior entrosamento entre os jovens da igreja, o culto jovem tem suas peculiaridades. A começar pelo estilo musical, e pela forma extrovertida e informal em que deve ser conduzido. Além de música, oração, e ministração da Palavra, o culto jovem pode ter ainda gincanas, brincadeiras, e outros expedientes que possam atrair o interesse dos jovens, contanto que se mantenha a reverência a Deus. Pode ser promovido com fim evangelístico em outros ambientes além da igreja, como escolas, faculdades, praças e etc. Cada igreja e congregação, deve ter um Grupo Jovem, que deve ser dirigido com sabedoria, por alguém capaz de entender e fazer uso de uma linguagem sadia, porém contemporânea, que vá de encontro aos anseios da nova geração. O Grupo Jovem poderá promover evangelismos, passei-os, retiros, debates, torneios esportivos, festas, congressos, apresentação de peças teatrais e coreografia, concursos, vigílias de oração, e tudo o que vise o seu crescimento e fortalecimento. • CULTO FÚNEBRE - Embora aconteça em um momento de dor, deve ser ministrado com serenidade, e com o objetivo de infundir esperança no coração dos familiares da pessoa falecida. Recomenda-se que o ministro busque demonstrar compaixão pela dor, sem com isso deixar transparecer qualquer indício de desespero. A mensagem deve ser curta, e conter temas como a vida eterna, a ressurreição dos que morrem com Cristo, e a vitória de Jesus sobre a morte. Sugerimos a utilização dos seguintes textos: Salmo 89:48; 49:15; Ezequiel 18:32; João 5:24-29; 8:51; Romanos 8:38; Hebreus 2:14-15. • CASAMENTO - A Cerimónia Nupcial é revestida de um valor ímpar. Não foi em vão que Jesus escolheu uma festa de casamento para manifestar pela primeira vez Sua Divindade, transformando água em vinho. Da mesma forma, não podemos desperdiçar uma cerimónia de casamento, deixando de anunciar o poder restaurador e transformador de Cristo. Além de aconselhar de público aos nubentes, o celebrante deve aproveitar para firmar os valores do Reino de Deus concernentes à família, demonstrando que Deus é o seu autor, e que por isso mesmo, é quem mais está interessado na sua preservação. Pode-se também aproveitar para fazer uma breve exposição do Evangelho, comparando a maneira como o marido deve dar sua vida pela esposa, com a maneira como Cristo deu Sua vida por nós (Ef.5:25). Desta forma, apresentamos Deus como a figura central da cerimónia; e o que deveria ser apenas um ritual, torna-se em um verdadeiro culto a Deus. Logo no começo da cerimónia, deve-se invocar a presença do Criador, com uma oração simples, buscando lembrar às pessoas presentes que foi Deus o celebrante do primeiro matrimónio da história, e que Sua presença é indispensável, tanto no enlace matrimonial, quanto nos momentos que serão partilhados pelo casal a partir daquela data. Além da oração inicial, a cerimónia ainda tem pelo menos outras duas orações: a que apresenta as alianças, e a impetração da bênção nupcial, que a dará por encerrada. Durante a cerimónia, alguém previamente escolhido pêlos nubentes, ou pelo celebrante, poderá entoar uma canção de louvor a Deus, cujo tema gire em torno do amor conjugal.

Fonte: Radio Palavra da Verdade

Estudante sofre bullying de professor por acreditar na Bíblia

Um estudante do estado da Califórnia, nos EUA, sofreu com o ato de bullying de seu professor ao afirmar
que a Bíblia não é um livro de ficção.

O professor, não identificado, pediu a seus alunos da escola Margarita Middle School, em Temecula, para lerem um livro de não-ficção à noite, durante trinta minutos. Como prova, todos teriam que fazer uma tarefa de casa, trazendo o livro no dia seguinte para conferência do docente.

Em sala de aula, quando o professor verificava se os livros estavam adequados, o mesmo se surpreendeu ao ver uma Bíblia e decidiu questionar o aluno, pois para o professor a bíblia é uma obra de ficção.

Ao perguntar se a Bíblia narrava a realidade, o estudante respondeu: “Honestamente, eu acredito que seja”, destacou. Em seguida, o professor teria caminhado até a frente da sala de aula e indagado aos alunos: “Quantos de vocês pensam que a Bíblia é não-ficção?”, apontou o relato do aluno.

Embora o docente não esperasse a reação de nenhuma outra pessoa, dois alunos levantaram a mão, em defesa do colega de sala.

Defesa

O grupo jurídico cristão Defensores de Fé e Liberdade (Advocates for Faith and Freedom, em inglês) afirmou que está preparando uma carta para o distrito escolar, com a reivindicação de uma política anti-bullying na escola, já que teria ficado evidente que o ato foi de provocação desmedida.

Para Robert Tyler, presidente e conselheiro geral do Defensores de Fé e Liberdade, o comportamento do professor é inaceitável, pois violam as leis do Estado, e é necessário tomar uma medida para reduzir a agressividade em relação à fé cristã.

“Este foi um exemplo da crescente hostilidade em relação ao cristianismo, que é visto nas salas de aula de escolas públicas, e assim acreditamos que devemos tomar uma posição. Acreditamos que as ações desse professor violam a Cláusula de Estabelecimento, que obriga o Estado a manter-se neutro em questões de religião”, resume Tyler.

Em seguida, ele ressalta que os cristãos devem receber a mesma proteção exigida a outros grupos que sofrem com segregação por parte da sociedade.

“Hoje em dia, não há restrição ao bullying contra estudantes cristãos por parte dos professores. Se um professor agisse da mesma forma contra um estudante homossexual, com base na orientação sexual do aluno, o professor seria disciplinado de forma séria e significativa. Mas por alguma razão, esses professores sentem que têm a capacidade de se envolver em este tipo de hostilidade e tentativa de humilhar os alunos cristãos”, afirma Tyler.

O caso ocorrido na Califórnia acompanha outras situações recentes que violam a liberdade religiosa no sistema público de ensino dos EUA.

Recentemente, uma escola no estado de Ohio, nordeste dos EUA, foi forçada a remover um retrato de Jesus e pagar uma multa alta, mesmo depois da escola argumentar que a figura fazia parte apenas de uma exposição histórica no local.

Em outro caso, no início de setembro, uma criança de 10 anos de idade, da cidade de Nashville, sudeste dos EUA, foi forçada a corrigir seu trabalho escolar depois de descrever Deus como seu ídolo.

Fonte: The Christian Post

QUER PAGAR QUANTO?

A pergunta que intitula este artigo nos traz à memória um apelo publicitário que pode ser classificado hoje como um dos convites exponenciais ao consumismo desenfreado e desnecessário em nosso país. A nossa intenção não é filosofar sobre as teorias e práticas do segmento das vendas, do marketing, etc., todavia, é inegável que tais apelos produzem resultados lucrativos. É claro que para os consumidores que têm necessidade de determinado produto, decidir quanto querem pagar por ele é uma proposta bastante tentadora, apesar de sabermos que as coisas não funcionam exatamente assim. E o que dizer ainda das ofertas que propõem benesses gratuitas do tipo “pague duas e leve três” ou semelhantes? Estas supostas gratuidades são ainda mais apelativas e nunca passam despercebidas.

Dívidas, dívidas e mais dívidas. No âmbito secular, todos nos empenhamos para honrar nossos pagamentos. Queremos nos livrar das dívidas. Entretanto, é curioso como na esfera espiritual os caminhos são diferentes. Ocorre um fenômeno! Os homens querem comprar o que não é possível à sua condição deficiente. Fazem questão de contrair uma dívida impagável. Querem negociar com Deus a salvação de suas almas, como se isso fosse possível, como se o ato redentivo fosse um mero produto a disposição em uma vitrine ou prateleira. Neste caso, porém, a moeda indicada à transação é diferente. Querem comprar a salvação por meio da aquisição de conhecimento e sabedoria humanas, da ioga e meditação, do ascetismo (abstenção de quaisquer tipos de prazeres), da autoflagelação, da observância de leis (especialmente a mosaica), da observância de rituais (especialmente o batismo), da filantropia (obras de caridade), da penitência e sacramentos, da resignação diante do ciclo de reencarnação (samsara, carma), da fidelidade exclusivista a uma determinada instituição religiosa, enfim... a lista é quilométrica.

O que nos chama a atenção é que grande parte desta tendência pode ser encontrada entre as inúmeras facções “cristãs”, isto é, entre aqueles que professam exercer fé nas Escrituras neotestamentárias. Esses grupos desmerecem e desqualificam a cruz de Cristo quando impõem aos fiéis normas religiosas para a salvação. É como se eles se colocassem na posição de consumidores e se candidatassem a responder à pergunta: “Quer pagar quanto?”. Cada um deles tem sua proposta. Mas a triste notícia é que nenhum deles consegue, com todo o seu esforço e às vezes até sinceridade, proporcionar a aquisição dessa grande bênção espiritual (a salvação), ainda que estejam seguros de seu êxito. Esta heresia é introduzida pelo inimigo de nossas almas de forma sorrateira e traz satisfação pessoal aos seus cultores. A salvação pelas obras é um dos estigmas mais patentes das seitas. Não há um grupo sequer que não detenha esta “cicatriz”.

A resposta capital sobre esta questão é conhecida dos leitores de Defesa da Fé. Conhecemos de cor (de memória) o texto bíblico áureo que se opõe à salvação por méritos humanos: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Ef 2.8,9). A clássica definição da graça divina é de que ela é um favor imerecido, entretanto, podemos ir além e acrescentar que este favor é demonstrado onde há absoluto demérito da pessoa que a recebe. Como disse Agostinho, “a graça de Deus não encontra homens aptos para a salvação, mas torna-os aptos a recebê-la”. Esta é sua essência. As obras revelam o caráter de nossa fé, mas não podem comprar nossa salvação. Quando as obras são meritórias para a salvação, a graça não pode atuar: “Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra” (Rm 11.6).

Temos um pequeno resumo explicativo acerca do assunto, escrito por Paulo, quando comenta sobre o pecado original (adâmico) e a reconciliação efetuada por Cristo, “o reino da graça”: “... Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é de um só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos [...] Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação. Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo. Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos. Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse; mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça; para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor” (Rm 5.15-21).

Lembremo-nos de que “nada que não seja gratuito pode ser seguro para os pecadores [...] A não ser que sejamos salvos pela graça, não poderemos absolutamente ser salvos” (Charles Hodge). Tomemos cuidado e estejamos sensíveis para não barganharmos tão grande salvação (Hb 2.3). Tudo já foi sacramentado (Jo 19.30), a cédula que nos era contrária foi invalidada e cravada na cruz (Cl 2.14) e não fomos comprados com coisas corruptíveis, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado (1Pe 1.18,19). Esta será sempre a nossa resposta à pergunta que intitulou este artigo.

Autor: Elvis Brassaroto



quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Marco Feliciano afirma que Marina Silva “se traveste como cristã”

O deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC-SP) disse em entrevista a Agência Estado que está decepcionado com a ex-senadora Marina Silva por ela não ter dado sua opinião diante de assuntos polêmicos como a legalização do aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Feliciano diz que está decepcionado com Marina desde 2010, quando durante as eleições ela afirmou que o aborto é uma questão de saúde pública. “Para quem é cristão e tem princípios, quando você diz isso, você joga nas mãos do Estado uma questão que é de consciência. Ela fugiu do assunto. Questionada sobre o casamento homossexual, ela fez a mesma coisa.”
O parlamentar evangélico também comentou sobre a filiação da ex-senadora ao PSB, dizendo que ficou confuso diante da novidade. “De repente, eu vejo Marina virar socialista e ir para o PSB. Deu um nó na minha cabeça. Para mim, é mais um oportunismo e eu teria dificuldade em apoiar Marina”, confessa.
“Farei o possível no meio evangélico para abrir a mente do nosso pessoal porque não é pela carinha, pelo estereótipo de evangélica, que ela vai simplesmente cooptar os nossos votos.”
Em 2014 o PSC pode ter um candidato próprio ao cargo de Presidente da República, mas como há rumores de que o pastor Everaldo Pereira, vice-presidente da legenda, pode desistir da candidatura, Feliciano pode apoiar tanto Eduardo Campos (PSB) como o senador Aécio Neves, já que ele esta insatisfeito com as posições de Dilma Rousseff.
“Ainda não me defini, mas ambos têm a minha simpatia. Aécio pelo histórico e Campos pelo entusiasmo”, revelou ele mesmo sabendo que Marina está ao lado do governador de Pernambuco.
Outro assunto que decepcionou o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias foi quando Marina Silva afirmou que ele estava sendo criticado pela população “mais por ser evangélico que por suas declarações equivocadas”, mas logo em seguida voltou atrás dizendo que não estava o defendendo.
“Eu achei que ali era a chance dela. Ela ali não defendia um homem, um parlamentar, ela defendia um segmento”, disse Feliciano que se sentiu sozinho durante as manifestações contrárias a ele.
Durante a entrevista o deputado chegou a dizer que Marina “se traveste como cristã”, mas “quando precisa chegar junto e mostrar o posicionamento, se esconde atrás da política”.
Fonte: GospelPrime