domingo, 31 de agosto de 2014

Preletores para Diversas Ocasiões

Há quase 20 anos, fui convidado pela primeira vez para participar de uma agência nacional de pregadores. Um companheiro de púlpito me ofereceu um cartão e disse: “Seria um prazer tê-lo em nossa agência”. Então, lhe perguntei: “Como funciona essa agência?” E a sua resposta me deixou estarrecido: “As igrejas ligam para nós, especificam que tipo de pregador desejam ter em seu evento, e nós cuidamos de tudo. Negociamos um bom cachê”.
É impressionante como o pregador, nos últimos anos, se transformou em um produto. Há alguns meses, depois de eu ter pregado em uma igreja (não me pergunte onde), certo pastor me disse: “Gostei da sua pregação, mas o irmão conhece algum pregador de vigília?” Achei curiosa essa pergunta, pois eu gosto de oração, já preguei várias vezes em vigílias, porém, segundo aquele irmão sugeriu, eu não serviria para pregar em uma vigília!
Em nossos dias — para tristeza do Espírito Santo — pertencer a uma agência de pregadores tornou-se comum e corriqueiro. E os convites para ingressar nessas agências chegam principalmente pela Internet. Nos sites de relacionamento encontramos comunidades pelas quais os internautas mencionam quem é o seu pregador preferido e por quê. Certa jovem, num tópico denominado “O melhor pregador”, declarou: “Não existe ninguém melhor que ninguém; cada um tem a sua maneira de pregar, e cada pessoa avalia segundo o seu gosto”.
Ela tem razão. Ser pregador, hoje em dia, não basta. Você tem de atender às preferências do povo. Já ouvi irmãos conversando e dizendo: “Fulano é um ótimo pregador, mas não é pregador de congresso” ou “Fulano tem muito conhecimento, mas não gosta do reteté”.
Conheçamos alguns tipos de pregadores e seus públicos-alvo:
Pregador humorista. Diverte muito o seu público-alvo. Tem habilidade para contar fatos anedóticos (ou piadas mesmo) e fazer imitações. Ele é como o famoso humorista do gênero stand-up comedy Chris Rock (que aparece na imagem acima). De vez em quando cita versículos. Mas os seus admiradores não estão interessados em ouvir citações bíblicas. Isso, para eles, é secundário.

Pregador “de vigília”. Também é conhecido como pregador do reteté. Aparenta ter muita espiritualidade, mas em geral não gosta da Bíblia, principalmente por causa de 1 Coríntios 14, especialmente os versículos 37 e 40: “Se alguém cuida ser espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor... faça-se tudo decentemente e com ordem”. Quando ele vê alguém manejando bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15), considera-o frio e sem unção. Ignora que o expoente que agrada a Deus precisa crescer na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18; Jo 1.14; Mt 22.29). Seu público parece embriagado e é capaz de fazer tudo o que ele mandar.

Pregador “de congresso”. Entre aspas porque existe o pregador de congresso que faz jus ao título. Mas o pregador “de congresso” (note: entre aspas) anda de mãos dadas com o pregador “de vigília”, mas é mais famoso. Segundo os admiradores dessa modalidade, trata-se do pregador que tem presença de palco e muita “unção”. Também conhecido como pregador malabarista ou animador de auditórios, fica o tempo todo mandando o seu público repetir isso e aquilo, apertar a mão do irmão ao lado, beliscá-lo... Se for preciso, gira o paletó sobre a cabeça, joga-o no chão, esgoela-se, sopra o microfone, emite sons de metralhadora, faz gestos que lembram golpes de artes marciais... Exposição bíblica que é bom... quase nada!

Pregador “de congresso” agressivo. É aquele que tem as mesmas características do pregador acima, mas com uma “qualidade” a mais. Quando percebe que há no púlpito alguém que não repete os seus bordões, passa a atacá-lo indiretamente. Suas principais provocações são: “Tem obreiro com cara de delegado”, “Hoje a sua máscara vai cair, fariseu”, “Você tem cara amarrada, mas você é minoria”. Estas frases levam o seu fanático público ao delírio, e ele se satisfaz em humilhar as pessoas que não concordam com a sua postura espalhafatosa.
Pregador popstar. Seu pregador-modelo é o show-man Benny Hinn, e não o Senhor Jesus. É um tipo de pregador admirado por milhares de pessoas. Já superou o pregador de congresso. É um verdadeiro artista. Veste-se como um astro; sua roupa é reluzente. Ele, em si, chama mais a atenção que a sua pregação. É hábil em fazer o seu público a abrir a carteira. Seus admiradores, verdadeiros fãs, são capazes de dar a vida pelo seu pregador-ídolo. Eles não se importam com as heresias e modismos dele. Trata-se de um público que supervaloriza o carisma, em detrimento do caráter.

Pregador milagreiro. Também tem como paradigma Benny Hinn, mas consegue superar o seu ídolo. Sua exegese é sofrível. Baseia-se, por exemplo, em 1 Coríntios 1.25, para pregar sobre “a unção da loucura de Deus”. Cativa e domina o seu público, que, aliás, não está interessado em ouvir uma exposição bíblica. O que mais deseja é ver sinais, como pessoas lançadas ao chão supostamente pelo poder de Deus e fenômenos controversos. Em geral, o pregador milagreiro, além de ilusionista e “poderoso” (Dt 13.1-4), é aético e sem educação. Mesmo assim, ainda que xingue ou ameace os que se opõem às suas sandices e invencionices, o seu público é fiel e sempre diz “aleluia”.

Pregador contador de histórias. Conta histórias como ninguém, mas não respeita as narrativas bíblicas, acrescentando-lhes pormenores que comprometem a sã doutrina. Costuma contextualizar o texto sagrado ao extremo. Ouvi certa vez um famoso pregador dizendo: “Absalão, com os seus longos cabelos, montou na sua motoca e vruuum...” Seu público — diferentemente dos bereanos, que examinavam “cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11) — recebe de bom grado histórias extrabíblicas e antibíblicas.

Pregador cantante. Indeciso quanto à sua chamada. Costuma cantar dois ou três hinos (hinos?) antes da pregação e outro no meio dela. Ao final, canta mais um. Seu público gosta dessa “versatilidade” e comemora: “Esse irmão é uma bênção! Prega e canta”. Na verdade, ele não faz nenhuma das duas coisas bem.

Pregador “massagista”. É hábil em dizer palavras que massageiam os egos e agradam os ouvidos (2 Tm 4.1-5). Procura agradar a todos porque a sua principal motivação é o dinheiro. Ele não tem outra mensagem, a não ser “vitória”, principalmente a financeira. Talvez seja o tipo de pregador com maior público, ao lado dos pregadores humorista, popstar e milagreiro.

Pregador sem graçaÉ aquele que não tem a graça de Deus (At 4.33). Sua pregação tem bastante conteúdo, mas é como uma espada: comprida e chata (maçante, enfadonha). Mas até esse tipo de pregador tem o seu público, formado pelos irmãos que gostam de dormir ou conversar durante a pregação.

Pregador chamado por Deus (1 Tm 2.7)Prega a Palavra de Deus com verdade. Estuda a Bíblia diariamente. Ora. Jejua. É verdadeiramente espiritual. Tem compromisso com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus. Seu paradigma é o Senhor Jesus Cristo, o maior pregador que já andou na terra. Ele não prega para agradar ou agredir pessoas, e sim para cumprir o seu chamado. Seu público — que não é a maioria, posto que são poucos os fiéis (Sl 12.1; 101.6) — sabe que ele é um profeta de Deus. Esse tipo de pregador está em falta em nossos dias, mas não chama muito a atenção das agências de pregadores. A bem da verdade, estas também sabem que nunca poderão contar com ele...


Qual é a sua modalidade preferida, prezado leitor? Você pertence a qual público? E você, pregador, qual dos perfis apresentados mais lhe agrada?

Autor: Pr. Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Domínio da Língua



Domínio da Língua
Leitura: Tg 3.2-18

Uma das áreas mais difíceis de dominar, mas de extrema necessidade para o crente, é a língua. Um órgão tão pequeno com tão grande poder. É como o leme de um grande navio, ou o freio que domina o cavalo.

O domínio próprio é parte do fruto do Espírito (Gl 5.22). Portanto, devemos buscar a capacidade do Espírito Santo para dominar a língua, com entendimento (Sl 32.9), pois o homem sem domínio próprio é como uma cidade sem muros, desprotegida (Pv 25.28). O que domina o seu espírito é melhor do que o que toma uma cidade (Pv 16.32).
O crente maduro não é o que sabe falar tudo, mas o que sabe falar só o que convém, na hora certa.
O religioso que não refrear a língua, a sua religião é vã (Tg 1.26). O crente cheio do Espírito Santo não é só o que fala em línguas, mas o que domina a sua língua!

A boca fala do que está cheio o coração

Aquilo que está no nosso coração transborda quando falamos e seremos julgados por nossas palavras (Mt 12.34-37)
O que sai da boca (procedente do coração) é o que contamina o homem (Mt 15.11, 17-19).
Quem habitará no tabernáculo de Deus, usa bem a língua (Sl 15.1-5).
A boca nunca será controlada se a mente (coração) não for (Pv 4.23). Pense em coisas boas (Fp 4.8) e você falará delas.
Muitos crentes só falam da vida alheia, da novela, do governo. Que será que está inundando seu coração? Será que o crente que medita dia e noite (Sl 1) na Palavra de Deus consegue falar desta maneira?

Devemos aprender a falar pouco

Quem fala muito, tem perturbações (Pv 13.3; 21.23). Sempre deixa escapar uma palavra que não gostaria, mas depois de lançada é como uma flecha atirada, não volta atrás.
Deus nos deu dois ouvidos e apenas uma boca. Não seria para falarmos muito menos do que ouvimos?
Devemos estar prontos para ouvir e tardio para falar (Tg 1.19,26).
A palavra dita no tempo certo é preciosa (Pv 25.11)
Não devemos precipitar-nos com a boca. Há o tempo de falar e de ficar calado (Ec 5.2; 3.1,7; Pv 29.20; 12.18; 10.19; 17.27).
É melhor ficar calado do que falar tolice! Uma palavra só vale a pena ser dita, se ela for melhor que o silêncio.
Temos muitos exemplos de homens que se precipitaram, como Jefté, que prometeu oferecer a Deus a primeira pessoa que viesse lhe receber em casa (Jz 11.30,31) e cabou tendo que oferecer a própria filha!

Devemos falar coisas boas

O crente precisa ser fonte de águas doces, que abençoa, que traz uma palavra de ânimo, que fala com sabedoria e amor. Todos vão querer ouvi-lo. Muita gente não quer ouvir os crentes pregando o evangelho, pois sua mensagem só traz condenação. Jesus veio para salvar, não para condenar. A mensagem do evangelho é uma boa nova.
A sabedoria do Senhor: a minha língua falará coisas boas (Pv 8.6-8)
A nossa palavra deve ser temperada, equilibrada (Cl 4.6)
Palavra de edificação e que dê graça ao que ouve (Ef 4.29-32)
Refreie sua língua do mal (1 Pe 3.8-11; Sl 34.12-14)
Devemos evitar a mentira (Pv 12.22; 6.16,19; 11.9-13; Cl 3.8-10; Ap 21.27) e contenda.
Nem por brincadeira devemos fazê-lo (Pv 26.18,19)
Fofoca, contenda, difamação (1 Tm 3.11)
Não intrometido (1 Pe 4.15; 1 Ts 4.11)
Não mexeriqueiro (Lv 19.16; Pv 20.19) que vive fazendo fofoca. Isto é abominável aos olhos de Deus (Pv )
Deus purificou a boca de Isaías antes de usá-lo (Is 6.7)

Devemos ter cuidado com o que dizemos

Há poder nas palavras – poder de vida e morte (Pv 18.21). As palavras causam impressão forte e com elas podemos estimular vida nas pessoas, encorajá-las, ou podemos semear morte, desencorajando-as, amaldiçoando-as e diminuindo seu valor.
O que dizemos aos nossos filhos?
"Esse menino não tem jeito!"
"Essa menina não muda nunca!"
Cuidado para não agirmos como a galinha que bica seus próprios ovos, destruindo sua futura prole, pois a única maneira de fazê-la para com isto é queimando o bico!

Declaramos problemas para nós?
"Quanto mais oro, pior fica!"
"Vou acabar enlouquecendo!"
"Se continuar assim vou adoecer!"
Cuidado com o que dizemos, pois Deus nos ouve, como ouviu a Israel no deserto (Nm 14.2,28-32) e o inimigo procura meios de acusar-nos conforme nós falamos.

Sejamos profetas de Deus e não do diabo! Usemos nossa língua para edificar e não destruir!

Devemos falar com sabedoria e bom-senso (Pv 15.23; 25.11)
Devemos confessar o que cremos (2 Co 4.13; Ez 37.1-4; Rm 10.9,10)
Abençoe-se em Deus: declare a benção do Senhor sobre sua casa e sua família (Is 65.16-18)
Acredite e confesse: a mulher hemorrágica, apesar das suas muitas dificuldades, acreditou e confessou que Jesus tinha benção para ela (Mc 5.28).
Os crentes e o ministério devem ter palavra fiel, sem contradição (Mt 5.37; 1 Tm 3.8)

Devemos agradecer e não murmurar

Jesus ordenou: não murmureis (Jo 6.43). Aqueles que murmuraram são exemplos para nossa advertência (1 Co 10.9-11)
Não devemos murmurar, mas agradecer pelo que Deus tem nos dado (1 Pe 2.1,2).
A murmuração demonstra incredulidade e desonra a Deus.
Devemos dar ao Senhor ações de graças e não murmuração (1 Ts 5.18; Ef 5.20; Fp 4.6; 2.14,15).
Gratidão e não palavras torpes (Ef 5.3,4)
Elias no zimbro murmurou (1 Rs 19.4,5). Tantas bênçãos e vitórias, mas ele só soube murmurar!
Agradeça pelas pequenas coisas (Zc 4.10): o pão de cada dia, a saúde, o ar que respiramos, etc.
Recebe o salário e diz: "a mixaria", "a miséria". Diga: "a minha abençoada renda".

Não devemos julgar

Jesus nos advertiu: Não julgueis (Mt 7.1,2; Rm 2.1). Quando julgamos, nos colocamos na posição de juízes e acima daqueles a quem julgamos.
Não faleis mal uns dos outros. Somos juízes ou cumpridores? (Tg 4.11)
Tires o dedo que ameaça e não fale palavras vãs e o Senhor te abençoará (Is 58.9,13,14)
Escândalos virão, mas devemos perdoar que é nossa obrigação (Lc 17.1-10).
Existem duas palavras no grego que chamam nossa atenção: Diábolos (acusador) é usada para designar a obra do inimigo e Parákletos (ajudador) para falar da obra do Espírito Santo. Podemos fazer a obra do Espírito Santo, ajudando, encorajando, ou a do inimigo, apontando, acusando, julgando. É uma escolha pessoal.

Se tivermos dificuldades para dominar a língua, devemos orar como o salmista: "Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios" (Sl 141.3).


Autor: Pr. Kleber Maia

sábado, 24 de maio de 2014

A Lei da Palmada e o desafio cristão




Irmãos
estamos diante de uma situação delicada. Refiro-me ao Projeto de Lei 7.672 — também conhecido como a “Lei da Palmada” —, que desde 2010 tramitava no Congresso e foi aprovado na última quarta-feira pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Em resumo, é isso: os pais estarão proibidos de castigarem fisicamente os seus filhos. A invasão do estado (que é um governo) à soberania da esfera familiar (que também é um governo) caminha a passos cada vez mais galopantes em terra brasilis.

O apóstolo Paulo ensina que "toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16-17). Ora, se é verdade que "a Escritura não pode falhar" (João 10.35), então é fato que essa proibição absurda produzirá o que países como a Suécia — o primeiro a instituir uma Lei da Palmada, em 1979 — está experimentando: uma geração de crianças mimadas e mal preparadas para a vida adulta. E isso é o mínimo, pois sabemos que efeitos muito mais devastadores para a sociedade poderão decorrer daí (criminosos de toda espécie, por exemplo).

"A Escritura não pode falhar".

Provérbios 29.15 diz que "a vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”. Diz também que filhos corrigidos trazem “descanso” e “delícias” à alma dos seus pais ("Corrige o teu filho, e te dará descanso, dará delícias à tua alma” — Provérbios 29.17). A experiência sueca (e agora a do Brasil, daqui para a frente) poderia ser bem diferente caso esse preceito fosse aplicado.

A referida Lei tem o objetivo expresso de “estabelecer o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel ou degradante”. Mas vejam como a definição que a alínea I do Parágrafo Único dá a “castigos físicos” é elástica:
"Ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em sofrimento ou lesão à criança ou ao adolescente”.
Vocês concordam que um simples segurar o filho pelo braço (que é uso da força física) e lhe dar umas broncas poderá ser enquadrado como castigo físico, uma vez que poderá resultar em “sofrimento” para a criança? OK, vocês podem até não concordar que poderá resultar (e, de fato, poderá mesmo não resultar). Mas o fato é que, para o estado, i-ne-vi-ta-vel-men-te resultará, não tenham dúvida. Muita coisa (para não dizer tudo) poderá resultar em sofrimento para a criança: bastará o estado definir o quê. Aparentemente, é por amor aos menores que esse tipo de lei é pensado. Mas a Escritura, que, lembrando, “não pode falhar”, diz que privar a criança do castigo físico é, na verdade, odiá-la: “O que retém a vara aborrece [no hebraico, odeia] a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina” (Provérbios 13.24).

É evidente que não estou a defender aqui a violência contra as nossas crianças. Provérbios 19.18 alerta: “Castiga a teu filho, enquanto há esperança, mas não te excedas a ponto de matá-lo”. O fato de achar essa lei absurda não significa que a violência contra a criança não existe. Sim, ela existe, e eu mesmo conheço casos e mais casos de pais que se excedem no castigo que infligem aos seus filhos quase “a ponto de matá-los”. Mas o fato é que o disparate dessa gente é tanto que rebatizaram a então Lei da Palmada para “Lei Menino Bernardo”, em homenagem a Bernardo Boldrini, que foi covardemente assassinado pelo pai e pela madrasta. Ou seja, "o pai que dá um tabefe na bunda de um moleque mal educado é rebaixado à condição de potencial psicopata que pode eventualmente matá-lo e dar um sumiço em seu corpo", como bem colocou Guilherme Macalossi. Querem exemplo maior de loucura?

A bancada evangélica no Congresso resistiu, mas não foi suficiente: a lei foi aprovada com unanimidade de votos. O marxismo, em sua guerra contra a família, acaba de ganhar mais uma batalha. Os pais serão ameaçados pelos próprios filhos, como já pude ouvir de um irmão da igreja em que sirvo.
 
O desafio que temos pela frente é grande, pois quando o estado legisla contra a Palavra de Deus nós somos chamados a resisti-lo (cf. Atos 5.29). A Escritura diz que a criança não é o anjinho que o pensamento politicamente correto pinta. Pelo contrário, "a estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela" (Provérbios 22.15). Se de fato amamos as nossas crianças, deveremos desobedecer ao estado neste particular. Como está escrito, "não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno" (Provérbios 23.13-14). A única coisa que a Lei da Palmada fará é povoar o lugar que Deus preparou para o diabo e seus anjos.

Que Deus proteja as nossas famílias do deus-estado e nos dê a sabedoria necessária tanto para enfrentá-lo como também para educar as nossas crianças no Seu temor.

Amém!

Para discussão: desobedecer ao estado mesmo correndo o risco de perder a guarda da criança? Qual a alternativa diante desse risco e do risco de repetir a experiência sueca (que já é a experiência de muitas famílias brasileiras)?


fonte: http://opticareformata.blogspot.com.br/

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O comportamento do cristão em uma sociedade não cristã!

CINCO COISAS QUE EU NÃO GOSTARIA QUE ACONTECESSEM EM 2014!


1. O envolvimento de pastores com política partidária!


2014 é um ano eleitoral e a tendência é que a igrejas passem a ser cortejadas pelos políticos. Pastores devem pastorear e deixar para aqueles que foram chamados para a vida pública essa missão. Nunca devem permitir que seus púlpitos se transformem em palanque eleitoral. O púlpito é sagrado e dele deve sair a pregação inspirada e não o discurso inflamado! O pastor deve votar, mas jamais declarar em quem vai votar, pois se assim o fizer inevitavelmente criará partidos na igreja!. Sua missão deve ser de orientar o voto consciente, mas jamais por cabrestos em quem pensa diferente, afinal o voto é livre!


2. O mal uso do Facebook por parte dos cristãos!



Infelizmente muitos cristãos são de uma imprudência que beira a insensatez. Se fossem mais prudentes não falariam mal das suas igrejas; de seus pastores, afinal o que é privado não deve ser exposto ao público! Tem alguma coisa contra seu irmão ou contra pastor, então procure para conversar! Não deveriam também, por exemplo, expor seu nudismo, tais como fotos sensuais; sem camisa, etc. A privacidade de sua casa deve ficar com você, não interessa a ninguém, muito menos a mim! Evitariam postar toda fofoca que é veiculada na internet, principalmente os vídeos onde pastores, seja de que denominação for, foram flagrado fazendo sexo ilícito. Evitariam "curtir" sites pornográficos, quer seja de gays ou de mulheres nuas!

3. Igrejas se dividindo

Esse é um mal que afeta toda as denominações! Vivemos uma implosão de igrejas nunca vista antes na história. As razões são várias, desde o envolvimento de líderes com heresias; ou quando o líder não aceita ser corrigido quando comente um pecado moral; ou ainda quando determinado líder quer mais espaço e começa um processo litigioso com sua igreja de origem - é uma guerra por liderança. Nesse caso mais um grupo surgirá inevitavelmente, e inevitavelmente muitas pessoas ficarão ressentidas, magoadas e feridas. A igreja sofre!

4. Arminianos querendo ser calvinistas!

É uma incongruência quando um arminiano deseja virar um calvinista. É confusão na certa! Vou explicar! De uma forma bem simples, um arminiano é alguém que crê que o homem é livre para escolher - é aquilo que comumente chamamos de "livre-arbítrio"! A propósito, não é apenas um ensinamento bíblico, mas também jurídico e filosófico! Juridicamente e filosoficamente ninguém pode ser condenado ou inocentado se ele não possuísse uma moral livre! O conceito de moralidade é condicionado a uma vontade livre. Por outro lado, um calvinista não acredita dessa forma! Ele crê que alguns, independentemente de suas vontades de escolhas, já estão sentenciados - uns para a condenação e outros salvação. Não consigo entender como alguém que aceita o conceito de vontade livre pode querer ser um "Reformado" ou "Calvinista". A propósito, eu sou arminiano, pelo simples fato dessa doutrina ser bíblica!.

5. Pentecostais querendo ser cessacionistas!

Todo pentecostal crer ou deveria crer na atualidade dos dons! A maioria das igrejas históricas não creem na atualidade dos dons. Elas acreditam que os dons cessaram com os apóstolos, por isso mesmo não chamadas de cessacionistas! Com o advento do pentecostalismo no final do século 19 e início do século vinte essa crença cessacionista sofreu um duro golpe. Se defendeu como pode: acusando pentecostais clássicos de hereges; de endemoninhados, etc. Mas apesar desse fogo cruzado o pentecostalismo sobreviveu! Hoje são poucos os cristãos das igrejas históricas (leia-se tradicionais) que não acreditam na atualidade dos dons! Não aceitam as Línguas Desconhecidas (Estranhas) como prova do batismo no Espírito Santo, mas acreditam na sua existência (atualidade) hoje. Aqueles que não querem dar o braço a torcer, acreditando na atualidade dos dons, preferem acreditar na teoria do "normativo" e do "narrativo". Esse foi um artifício criado por John Stott em seu livro BATISMO E PLENITUDE para tentar rebater a crença pentecostal. Mas o livro de Stott possui aporias (contradições) que acabam anulando o seu argumento (veja um estudo detalhado que eu fiz sobre as posição de Stott em meu livro DEFENDENDO O VERDADEIRO EVANGELHO, no capítulo intitulado: UMA RESPOSTA PENTECOSTAL).

Sou pentecostal, falo em línguas e quando o Senhor quer, as interpreto. Sou pentecostal, acredito em profecias e as vezes quando o Senhor quer profetizo também. Sou pentecostal e acredito na atualidade dos dons.

Autor: Pr. José Gonçalves http://pastorjosegoncalves.blogspot.com.br/

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Há muitos animadores de auditório e poucos pregadores da Palavra, diz pastor

Em um texto postado no Facebook, o reverendo Augustus Nicodemus Lopes explica os motivos que o levam a não acreditar que o Brasil esteja passando por um avivamento espiritual.

Enquanto muitos chamam de avivamento as cruzadas de evangelização, os shows gospel, e as manifestações do Espírito, o pastor presbiteriano diz que há outros fatores a serem considerados para afirmar que há avivamento.

“Historicamente, os avivamentos espirituais foram responsáveis diretos por transformações de cidades inteiras, mudanças de leis e transformação de culturas. Durante o grande avivamento em Northampton, Estados Unidos, dois séculos atrás, bares, prostíbulos e casernas foram fechados, por falta de clientes e pela conversão dos proprietários”, diz.

Outro ponto citado é referente ao mercado gospel, há muitos shows acontecendo em todas as partes do Brasil, mas para Augustus Nicodemus sobra música e falta ensino bíblico. “Nunca os evangélicos cantaram tanto e nunca foram tão analfabetos de Bíblia. Nunca houve tantos animadores de auditório e tão poucos pregadores da palavra de Deus.”

O reverendo lembra do avivamento da época de Esdras em Israel quando as pessoas ficaram por horas em pé somente para ouvir a Palavra de Deus. “Não vemos nada parecido hoje. A venda de CDs e DVDs com shows gospel cresce em proporção geométrica no Brasil e ultrapassa em muito a venda de Bíblias”, explica ele.

Ainda falando sobre adoração, ele afirma que “há muitos suspiros, gemidos, sussurros, lágrimas, olhos fechados e mãos levantadas ao alto, mas pouco arrependimento, quebrantamento, convicção de pecado, mudança de vida e santidade”.

O despertamento dos corações também é outro fator que caracteriza o avivamento, assim como a união dos verdadeiros crentes, assim como o conhecimento da verdade do Evangelho.

“Há uma mescla de verdade e erro, de emoções genuínas e falsas, de conversões verdadeiras e de imitações, experiências reais com Deus e mero emocionalismo”, continua Nicodemus que lamenta que muitos cristãos reformados falem pouco sobre o tema e não orem pelo avivamento no país.

 Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O que estão fazendo com a igreja?

“A menos que vocês provem para mim pela Escritura e pela razão que eu estou enganado, eu não posso e não me retratarei. Minha consciência é cativa à Palavra de Deus. Ir contra a minha consciência não é nem correto nem seguro. Aqui permaneço eu. Não há nada mais que eu possa fazer. Que Deus me ajude. Amém”. Martinho Lutero
A Bíblia diz que Deus mesmo deu a sua igreja apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres, visando o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para a edificação do corpo de Cristo e que a finalidade maior de Deus dar homens com esta vocação era o crescimento saudável e o fortalecimento da igreja como povo de Deus.
Deus em sua suprema sabedoria estabeleceu todos os meios necessários para o cumprimento da sua vontade. Deus estabeleceu a igreja e providenciou os recursos para a execução da sua vontade no sustento dos pastores e líderes, e para o sustento daqueles que deviam ir aos campos onde a salvação ainda não se manifestou. Deus chamou aos servos que Ele mesmo salvou para um compromisso de sustento dos vocacionados, afim de que todos se engajassem na obra da salvação dos perdidos quer indo aos campos, quer orando pelos que vão ou mesmo sustentando os que vão. Deus deu todos os meios para que a igreja cumpra sua missão.
Ele deu dons espirituais e recursos materiais. Mas ao contrário do que se esperava com relação aos lideres chamados, separados, escolhidos e ungidos, eles não foram fiéis a Deus nem sinceros na administração do que Deus lhes confiou. Os dons que Deus deu estão sendo usados para a autopromoção dos homens e os recursos materiais advindos das ofertas e dízimos dos santos estão sendo, na sua maioria, usados para o enriquecimento do clero evangélico. O que estão fazendo com a igreja que Jesus comprou com seu sangue? O que estão fazendo com a Noiva do Cordeiro?
Muitos pastores estão se tornando lobos; muitos missionários estão se tornando mercenários; muitos ministros estão se tornando estrelas; muitos homens de Deus estão se tornando homens do dinheiro. O cenário gospel atual apresenta uma inversão de princípios bíblicos, ao invés de Deus crescer e o homem diminuir, os homens estão no pódio e Deus reduzido a um mero instrumento de promoção dos interesses egoístas de homens entorpecidos pela soberba. O que estão fazendo com o ministério e a vocação da igreja?
Há pastores que só pregam por dinheiro, há cantores que só cantam por lucro, há ministros que exploram financeiramente as igrejas com seus falsos encontros de louvor e adoração. Em nome do Deus Verdadeiro adoram a Mamom. O que estão fazendo com o dinheiro da igreja?
Existem ministros usando a Bíblia para manipular os crentes. Eles induzem o povo de Deus ao erro doutrinário . Eles estabelecem sua própria vontade em nome Deus. Eles dizem coisas em nome de Deus que o Senhor nunca falou só para manter o domínio sobre as ovelhas de Deus. Eles vêm na frente de Deus e Jesus falou a seu respeito dizendo: “quem vem antes de mim é ladrão e salteador”. O que estão fazendo com a Palavra de Deus?
O silêncio da igreja faz com que os erros dos homens que a si mesmos se declaram pastores, mas não são, (sendo antes lobos devoradores) pareça correto.

Em nome de Deus os profetas denunciaram os sacerdotes maus e pregaram ao povo que Deus estava contra os ministros infiéis. Que em nome de Deus os verdadeiros pastores façam o mesmo!

Fonte: Gospel Prime

sábado, 7 de dezembro de 2013

I E-mail de Paulo a Timóteo

Esta carta (E-mail) é fictícia e serve para dar suporte a próxima lição da EBD, pois fala sobre a posição de alguns obreiros da igreja brasileira, se você quiser criticar a postagem fique à vontade no espaço de comentários:

Paulo, servo de Jesus Cristo.
Que a graça e a paz do nosso Senhor esteja contigo meu filho Timóteo. Escrevo-te agora por e-mail, uma ferramenta facilitadora de comunicação, como também estarei postando em seu mural no facebook o que irei te dizer agora:
Outrora te escrevi por epístola, mas agora te escrevo em tempo real para ratificar tudo o que te ensinei.
Sei que és um servo fiel e um obreiro de valor, mas te retorno  agora para orientar acerca da igreja cristã brasileira; dou graças ao nosso Pai celestial que por sua graça nos concedeu conhecer uma igreja formada por consequência do nosso serviço e sacrifico além Macedônia, lembro-me quando há quase 2 mil anos te recomendei a igreja filipense juntamente com nosso piedoso irmão Epafrodito, como também a carta de que te enviei em Éfeso.
Naquela época passávamos por um grave problema de obreiros que 'estudavam' a Lei para impor seus fardos, usavam-na para disputar entre si quem sabia mais, criavam heresias e confusão na mente dos incautos.
Hoje na igreja brasileira o problema é mais grave, indicado por um de nossos irmãos da igreja presbiteriana e também um outro da igreja luterana, disseram que procurasse o canal Youtube que é um compartilhador de videos. Nele observei os videos mais repreensíveis possíveis e muitos destes produzem doutrinas de perdição: pastores rastejam como cobras no chão, outros se auto-intitulam  apóstolos, missionários, bispos e pastores. A função eclesiástica se tornou um jogo político hierárquico, verdadeiros déspotas que são presidentes de convenções, homens pouco ou nada piedosos, cheios de si, avarentos, donos de impérios. Andam em carros de luxo, possuem seguranças, juntam dinheiro e incentivam desmedidamente as pessoas investirem em seu próprio ministério. São governados por Mamon. Aqueles que não ofertam são amaldiçoados, não lembram estes que em muitas jornadas tive que trabalhar fabricando tendas para não ser pesado aos irmãos e quando viajei para pedir ofertas, você sabe disso porque andou em comunhão comigo nas viagens, era para ajudar a igreja de Jerusalém que tinha ficado pobre por venderem os bens esperando uma volta rápida do Senhor.
Semelhante a nossa época aparecem muitos como simão querendo comprar os dons, mas como estes são inegociáveis, eles compram função pastoral e cargos dentro da igreja. Criaram também até o marketing para a igreja, no mínimo não leram a carta que escrevi em 1 Co 2:13. Tem até um livro escrito por um pastor da Assembleia de Deus com o tema "Marketing para a Escola Dominical", que é uma escola parecida com aquela que fazíamos na sesta quando estava preso em Roma pela guarda pretoriana. Não que não devemos facilitar o ensino da Palavra, mas o poder do Espírito foi posto de lado, o que vence é a persuasão e sabedoria humanas. Entristeço-me, pois a Palavra tem perdido o sentido para muitos cristãos, pois os obreiros brasileiros estão mais preocupados em agradar os homens com um culto humanista a que agradarem ao Soberano e Eterno Senhor e Salvador. Dizem muitos deles que devemos atrair o povo, tem até igreja pondo luta como dos gladiadores dentro dos templos! Um tal MMA. O evangelho virou filosofia de vida, algo que combati em Corinto. Sou servo de Cristo, meu viver é Cristo, não uma filosofia por ideologia, mas pelo Espírito.
Oriento-te a perseverar na Palavra e nos ensinos de Cristo, usando as Escrituras acima de tudo, repreende o mal, exorta o herege, ensina a verdade e permanece em Cristo! Não dê ouvidos aos artistas Gospel, eles não tem nada a te oferecer, pois como disse o Profeta, "Este povo só me louva de lábios, mas seu coração está longe de mim!" Eles preocupam-se em alegrar o corpo, mas não em alimentar o Espírito. Alimenta-te na Palavra, discerne o que é mal, repreende o erro, combata os falsos mestres e poem-vos em seus lugares. Combata os institutos de ensino da confissão positiva e da teologia da prosperidade!
Combata os grupos criados dentro da igreja, "as panelinhas", se possível aos poucos retire os conjuntos de circulação, eles são câncer, criados nas igrejas pentecostais, formam grupos fechados e separam os jovens dos velhos, como se o igreja fosse um corpo fragmentado!
Continue em piedade e sem interesses financeiros, trabalhe para não pesar aos irmãos, aceite ofertas voluntárias, mas nunca exija, permaneça assim como um obreiro fiel, seja diferente de quase todos os obreiros neopentecostais, de muitos pentecostais e não poucos tradicionais, pois não poucos foram influenciados pela falsa teologia, pelos liberais, os neo-ortodoxos e libertinos que são piores que os anteriores porque não fazem valer a Escritura como ela é.

Por isso, permaneça na doutrina e na admoestação do Senhor e que a Graça do soberano Senhor esteja contigo, Amém!