sábado, 6 de julho de 2019

VAI BEM CONTIGO?

Texto bíblico básico: 2º Rs 4.25-26: 

"Partiu ela, pois, e veio ao homem de Deus, ao monte Carmelo; e sucedeu que, vendo-a o homem de Deus de longe, disse a Geazi, seu moço: Eis aí a sunamita. Agora, pois, corre-lhe ao encontro e dize-lhe: Vai bem contigo? Vai bem com teu marido? Vai bem com teu filho? E ela disse: Vai bem".
     Estar ou não estar bem conosco é uma situação que depende diretamente de como estamos com Deus. Se estivermos bem com Deus, tudo irá ou estará bem conosco.        Mesmo nas situações mais adversas, mais desastrosas, mais aparentemente impossíveis de ser solucionadas, tudo irá bem conosco se estivermos bem com Deus.
     A história da sunamita é uma das mais sólidas confirmações bíblicas de que, mesmo diante da morte, tudo irá bem conosco se estivermos bem com o nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

QUEM ERA A SUNAMITA
     Quem era exatamente aquela mulher que viajara quase 30 quilômetros, de Suném, cidade onde ela morava, até o monte Carmelo em busca do profeta Eliseu, e agora estava ali parada diante do servo do profeta, ouvindo ele perguntar se tudo estava bem com ela, com seu filho e com seu marido? E de onde ela tirou aquela força, aquela coragem, aquele domínio próprio para responder a Geazi: “Vai tudo bem”?
      Será que estava mesmo tudo bem com aquela mulher? Sim, porque ela estava bem com Deus. E este era o único e suficiente motivo de sua resposta. Pois, na verdade, o seu coração de esposa estava ferido, e o seu coração de mãe, despedaçado.
     A sunamita era uma mulher rica e temente a Deus. Seu marido era dono de campos onde cultivavam cereais. Na primeira vez em que o profeta Eliseu passou por Suném, aquela mulher rica convidou o homem de Deus para almoçar em sua casa. Eliseu aceitou a voltou outras vezes (2º Rs 4.10).

UM CASAL QUE PRATICAVA A HOSPITALIDADE
     Preocupado em alimentar e proporcionar um lugar de repouso ao profeta, aquele casal mandou construir um quarto de hóspede no local mais reservado da casa. Estavam praticando aquilo que o autor da carta aos Hebreus recomenda: “Não vos esqueçais da hospitalidade, porque, por ela, alguns, não o sabendo, hospedaram anjos”. (Hb 13.2).
     Vindo certa vez o profeta Eliseu de uma de suas inúmeras viagens pelo país, dirigiu-se à casa da sunamita e lá ficou hospedado no quartinho. Eliseu quis retribuir-lhes aquela gentileza. Mas aquele casal era rico. Quando o profeta se ofereceu para falar em favor da sunamita ao rei ou ao chefe do exército, ela respondeu: “Eu habito no meio do meu povo” (v. 13d).
       Era como se ela estivesse dizendo ao profeta: “Vivo feliz com tudo o que tenho, e graças a Deus, não preciso nem da interferência do Presidente da República a meu favor, nem da atuação do Comandante do Exército da minha cidade. Vai tudo bem em minha vida, porque eu estou bem com Deus.” “A minha graça te basta”, 2º Co 12.9.
        Mas Geazi, o moço que servia ao profeta Eliseu, comentou com o homem de Deus que a sunamita não tinha filhos, e que seu marido era velho. Portanto, era necessário que Deus repetisse na vida daquele casal o que ele já fizera na vida de Sara e Abraão, e de tantos outros casais. Eliseu mandou chamá-la e disse-lhe:
       “Dentro de nove meses abraçarás um filho” (v, 16a). Ouvindo aquelas palavras, a sunamita agiu também como Sara havia agido: duvidou que sua casa pudesse ainda ser alegrada e aquecida pela presença, o choro e as gargalhadas de alegria de um filho: “Não, meu senhor, homem de Deus, não mintas à tua serva (v. 16b)”

A MORTE ROUBOU-LHE SEU PRESENTE DE DEUS
     Mas, conforme o profeta Eliseu falou, aconteceu. Um menino nasceu naquela casa, cresceu, e certo dia, quando visitava o campo de seu pai, sentiu-se mal, foi enviado de volta para sua mãe, e algumas horas após a angustiante luta daquela mulher em manter acesa a chama da vida de seu único e amado filho, ela viu a criança desfalecer e morrer nos seus braços.
       De repente aquela rica mulher viu-se pobre, miserável. Ali estava ela derramando silenciosamente suas lágrimas sobre o corpo daquele filho que ela não pedira a Deus, porque talvez, na sua humildade, ela tivesse medo de não o merecer, pois já fazia muito tempo que era casada e não tinha filhos. Ela sequer ousaria pedir aquilo que Deus talvez tivesse resolvido nunca lhe dar.
       Mas o Senhor, atendendo à intercessão do profeta Eliseu, deu-lhe aquele filho. Ele chegara naquela casa como uma não mais esperada e suave canção, como um fruto que brotara de plantas já consideradas murchas e estéreis pela velhice.
        Mas agora aquele filho se fora, e o que era promessa de risos, de contentamento, de um futuro coroado pela companhia de um belo filho homem que lhe traria uma nora e netos, agora se resumia em abandono, em silêncio e separação.

EM BUSCA DO SOCORRO DE DEUS NO ALTO DO MONTE CARMELO
     Reunindo o que ainda lhe restava de forças, a sunamita abraçou o corpinho do seu filho, subiu até o quarto do profeta Eliseu e o colocou sobre a cama onde o homem de Deus costumava descansar. Em seguida fechou a porta e saiu à sua procura.
        Certamente aquela foi a mais terrível prova que aquela mulher já passou em sua vida. Mas a sua fé em Deus a sustentou durante aquela turbulenta, angustiada e ao mesmo tempo esperançosa viagem. O Deus da força, do milagre e da consolação a esperava no alto do monte Carmelo.
       Você também tem um monte Carmelo em sua vida? Você sabe como chegar até ele? Você conhece esse lugar de refúgio? Você costuma visitá-lo? Seja qual for o motivo pelo qual você está indo buscar uma resposta no monte Carmelo, no monte da oração, lembre-se que esse é o lugar predileto dos profetas, das sunamitas, dos homens de Deus, das mulheres de Deus, dos jovens de Deus, dos Elias e Eliseus de Deus.
       O monte Carmelo é o lugar onde resolvemos clamar pelo socorro de Deus. Pode ser qualquer lugar, desde que nele resolvamos orar a Deus por sua ajuda. Lembre-se que o próprio Deus costuma descer ao monte Carmelo para confortar corações despedaçados, ou confundir profetas de Baal que por acaso estejam perseguindo e desafiando os servos de Deus.

QUEM ERA O MARIDO DA SUNAMITA
     E quanto ao marido da sunamita, estaria tudo bem com ele? Ela disse que sim, porque certamente já o havia entregue nas mãos do Senhor, e para quem está nas mãos do Senhor vai tudo bem, principalmente quando se foi entregue nas mãos de Deus por uma esposa de oração.
       Aquele homem era muito rico, mas distraído e indiferente para com a família e para com as coisas de Deus. Quando o seu pequeno filho sentiu-se mal durante a visita que fez para ver os homens colhendo trigo em sua grande propriedade, ele sequer teve a preocupação de conduzir a criança de volta aos cuidados de sua mãe. Mandou que um dos empregados fizesse isso, e continuou envolvido com os detalhes da colheita.
       E quando sua esposa mandou chamá-lo para pedir que ele liberasse um dos seus funcionários para ir com ela ao monte Carmelo onde estava o profeta Eliseu, aquele homem sequer perguntou como estava o filho, e ainda estranhou o fato de a esposa estar indo em busca do homem de Deus naquele dia, pois não era lua nova nem sábado.
        E o que foi que a sunamita respondeu ao seu marido, àquele homem insensível e materialista, que só se lembrava de Deus em determinadas datas e durante cerimônias ritualísticas e mortas?
       “Vai tudo bem”, pois a tua vida, o teu coração, o teu apego aos bens materiais, tua displicência paternal, e tua frieza espiritual estão entregues nas mãos de Deus. E Deus fará com que tudo vá bem em tua vida.

AS CINCO LINGUAGENS DO AMOR
     Um dos maiores conselheiros matrimoniais dos Estados Unidos, Pr. Gary Chapman, descobriu que só existem cinco maneiras de nós expressarmos nosso amor para com as pessoas a quem amamos. E cada ser humano é especialmente sensível a uma única dessas cinco linguagens do amor. São elas: Formas de servir, toque físico, palavras de incentivo, recebimento de presentes e qualidade de tempo.
       A primeira linguagem do amor, as formas de servir, explica o fato de haver muitas esposas que só se sentem verdadeiramente amadas se o marido lhes ajudar em casa, realizando algumas tarefas domésticas, como lavar os pratos, dar banho nas crianças, varrer a casa, botar o lixo fora.
       Há outras que só se sentem amadas quando recebem presentes, outras, quando ouvem palavras de incentivo ou de reconhecimento de seu valor, sua beleza e importância dentro do lar; outras são ultra-sensíveis às expressões de amor que têm como base o toque físico, e outras só acreditam que são verdadeiramente amadas quando o marido reserva sempre para elas uma parcela diária do seu tempo, para conversarem e ficarem juntos.
       Você sabe qual é a linguagem de amor da pessoa que você ama?     
       A linguagem que o marido da sunamita usava para expressar o seu amor a ela era a linguagem das formas de servir. Porém, sua esposa e seu filho esperavam que ele um dia utilizasse a linguagem correta para alcançar os seus corações: a linguagem da qualidade de tempo.
        O tempo que aquele pai e esposo dedicava à família era mínimo. Ele vivia a maior parte do seu tempo no campo, ocupado com seu trabalho, com seus negócios, e pouco parava em casa. Por isso, por mais esforços que empregasse trabalhando para o bem-estar da família, a esposa e o filho sentiam-se sempre colocados em segundo plano.

A SITUAÇÃO DO FILHO DA SUNAMITA
     E quanto ao filho da sunamita, estaria mesmo tudo bem com ele? Sim. Porque ele estava bem com Deus. Enquanto sua mãe atravessava os vales e campinas que separam Suném do monte Carmelo, o menino continuava deitado e imóvel sobre a cama do profeta, exatamente como sua mãe o deixara. Seu corpo já estava bem frio, gelado.
       Aqueles pequenos pés que horas antes haviam caminhado por entre as plantações de seu pai, agora jaziam ali, paralisados. Seus lábios infantis já não pronunciavam palavras de solicitude e carinho dirigidas à sua mãe. Seus olhos haviam perdido todo o brilho, e estavam agora fechados para sempre.
       "Menino, vai bem contigo?” E ele poderia nos responder:
        “Sim, vai tudo bem, porque estou sendo levado pelos anjos para brincar nos jardins celestiais do meu Rei.”
        Mas tua mãe te quer de volta, menino!. Quer te ver de novo ágil, belo, sorridente e saltitante dentro de casa. Ela está indo ao encontro do homem de Deus para pedir por tua vida.
      Menino, mesmo sentindo o coração despedaçado, e tendo os lábios em constante oração e os olhos inundados de lágrimas por tua causa, tua mãe ainda encontrará forças para dizer a Geazi que vai tudo bem contigo”, (Habacuque 3.17-19).

A SUNAMITA DIANTE DO HOMEM QUE FALAVA DIRETAMENTE COM DEUS
     Após responder a Geazi e ver o profeta se aproximando, a sunamita correu, lançou-se aos seus pés e chorou.
        A atitude daquela mulher naquele momento foi outra grande lição que ela nos deixou. Ela não foi buscar socorro no lugar errado ou junto a pessoas erradas. Ela não se dirigiu ao monte da murmuração ou ao monte do desespero, e sim ao monte da oração, da fé e da misericórdia de Deus.
       Não perdeu tempo com pessoas que não podiam ajudá-la. Disse ao marido: “vai tudo bem”, ao perceber sua incredulidade. Disse também ao servo do profeta: “vai tudo bem”, quando sua percepção espiritual a fez entender que aquele rapaz nada podia fazer para ajudá-la.
        Mas quando a sunamita viu-se diante do profeta, o representante do Deus Todo-poderoso, ela lançou-se aos seus pés e chorou amarguradamente. “A sua alma nela está triste de  amargura”, disse Eliseu, “e o Senhor mo encobriu e não mo manifestou" (2Rs 4.27)
        Os fatos que ocorreram deste ponto para frente provam que o poder de operar maravilhas e profetizar não eram de Eliseu, mas pertenciam ao Senhor. Não estava no cajado ou no bordão de Eliseu, símbolo de sua autoridade profética, mas tão-somente no Senhor, pois se o poder de Eliseu estivesse no seu cajado, Geazi teria ressuscitado o menino, conforme tentou, mas não conseguiu (v.31).
        Acima de tudo, o poder que se manifestava através de Eliseu não era propriedade de Eliseu, pois ele precisou orar muito e aquecer o menino com o calor do seu próprio corpo, para finalmente aquela criança voltar à vida e ser entregue à sua mãe (vv.36,37).
        A sunamita recebeu a sua bênção. Você também pode receber a sua. Vai bem contigo? Como estão suas visitas ao monte Carmelo?

JOSÉ, VAI BEM CONTIGO?
     O monte Carmelo do jovem José foi o poço escuro e úmido da inveja, da traição e do abandono onde os seus irmãos o jogaram, e a prisão onde ele foi atirado anos depois, após ser caluniado por uma mulher adúltera.
       Mas tanto no poço como na prisão, José falou com o Deus do seu bisavô Abraão, do seu avô Isaque e do seu pai Jacó, e Deus ouviu a oração daquele moço, retirando-o do poço da traição e de trás das grades da calúnia, para transformá-lo em governador do Egito. “José, vai bem contigo?” 
       “Sim, vai tudo muito bem, porque o Senhor ensinou-me a transformar esse poço e essa prisão em um monte Carmelo onde eu posso alegrar-me e renovar minha fé em suas promessas para minha vida.”
      Se você, caro jovem, está se sentindo dentro desse poço, eleve os seus olhos e a sua oração até Deus, e ele transformará esse lugar de humilhação em um lugar aprazível e frutífero, em um monte Carmelo.

DANIEL, VAI BEM CONTIGO?
     O monte Carmelo para o profeta Daniel foi a cova dos leões, onde ele foi atirado pela inveja e a perseguição dos príncipes e administradores do rei Dario, da Babilônia.
       Se você atualmente está se sentindo como que vivendo no meio de animais ferozes e ameaçadores, que rondam e rugem ao seu redor no seu local de trabalho, onde você estuda ou onde mora, saiba que o Deus que ouviu a oração de Daniel na cova dos leões, está pronto para enviar um anjo que fechará a boca dos leões e castigará aqueles que perseguem você.      “Daniel, vai bem contigo?”
        “Sim, vai tudo muito bem, porque Deus transformou para mim essa cova de leões em um monte Carmelo.”

SADRAQUE, MESAQUE E ABDENEGO, VAI BEM COM VOCÊS?
     O monte Carmelo para os jovens Sadraque, Mesaque e Abdenego foi a fornalha de fogo ardentíssimo onde foram atirados pelos soldados do rei Nabucodonosor.
       Se você é um jovem de oração e resolveu não adorar nem se ajoelhar diante de estátuas de ouro, mas só adorar o verdadeiro Deus, e por isso foi jogado dentro da fornalha de fogo da perseguição e do preconceito religioso, prepare-se para ser surpreendido pela presença de Jesus dentro dessa fornalha, o Quarto Homem. “Sadraque, Mesaque e Abdenego, vai bem com vocês?”
        “Sim, vai tudo bem. E ficou bem melhor ainda quando descobrimos que o Filho de Deus costuma descer para conversar e passear com jovens perseguidos e lançados dentro de fornalhas de fogo por terem permanecido fiéis a Ele, e retirá-los de dentro delas.”

JONAS, VAI BEM CONTIGO?
       O monte Carmelo para o profeta Jonas foi o ventre de um grande peixe onde ele foi parar após desobedecer a ordem de Deus. Jonas negou-se a seguir para Nínive e ali entregar a mensagem de Deus conclamando os ninivitas ao arrependimento. Ele embarcou em um navio para Tarsis, um lugar totalmente fora da rota que Deus traçara para ele.
       O profeta discordou da misericórdia de Deus, mas foi aquela mesma misericórdia que desceu e o alcançou no mais profundo abismo.
      Dentro do ventre daquele grande peixe, naquele local escuro, viscoso e mal-cheiroso, o profeta Jonas falou com Deus, o Deus que pode todas as coisas, o Deus que desce aos lugares inimagináveis, o Deus que ouve a súplica dos que estão dentro do abismo do desespero e da angústia. (Jn 2.1-10). O estômago daquele animal, aquele abismo terrível, foi transformado para Jonas no monte Carmelo da misericórdia de Deus.
        “Jonas, vai bem contigo?” “Sim, agora está tudo bem comigo, porque Deus desceu até o lugar onde eu estava e resolveu transformar esse escuro abismo, fruto da minha desobediência, da minha falta de fé e da minha falta de visão espiritual, em um monte Carmelo de misericórdia e livramento.”

CONCLUSÃO:
     Prezado leitor: Não sei qual será exatamente o lugar que Deus vai ter que transformar em um monte Carmelo na sua vida, e nem sei exatamente o tipo de lugar que você vai ter que considerar um monte Carmelo para falar com Deus.
        Porém, jamais se esqueça disto: O Deus que ouviu a sunamita naquele momento de angústia plena, o Deus que ouviu José naquele poço da traição e naquela prisão da calúnia, o Deus que ouviu Daniel na cova dos leões, o Deus que ouviu Sadraque, Mesaque e abdenego na fornalha de fogo ardentíssimo, e o Deus que ouviu Jonas lá no ventre daquele grande peixe, pode ouvir você.
       Esteja onde você estiver, considere-se como e onde se considerar, Deus pode fazer do lugar de provas e lutas em que você se encontra, em um local de plenitude, um lugar frutífero de respostas absolutas, maravilhosas, plenas de bênção e paz. Ele pode fazer da sua vida, da situação que mais lhe incomoda e fere, um monte Carmelo de socorro do Céu e abundantes bênçãos.

PR. JEFFERSON MAGNO COSTA

DEVEMOS PREGAR COM NOSSO EXEMPLO E NÃO SÓ COM NOSSAS PALAVRAS

Pregadores, vocês sabem por que as nossas pregações produzem tão pouco efeito nos ouvintes? Porque não pregamos aos olhos dos que nos ouvem, pregamos só aos ouvidos.

     Por que João Batista convertia tantos pecadores? Por que da mesma forma que suas palavras pregavam aos ouvidos, o seu exemplo pregava aos olhos.

     As palavras de João Batista pregavam arrependimento: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus" (Mt 3.2). Porém, enquanto os lábios de João Batista pregavam essas palavras, os ouvintes olhavam para o pregador e ouviam o seu exemplo pregar: "Eis aqui o homem que é o retrato do arrependimento e da vida austera e consagrada a Deus".

     Os lábios de João Batista pregavam o jejum e repreendiam o pecado da gula. E quando os ouvintes olhavam para o pregador, ouviam o seu exemplo pregar: "Eis aqui o homem que se sustenta de gafanhotos e mel silvestre".

     Os lábios de João Batista pregavam a modéstia e condenavam a vaidade. E quando os ouvintes olhavam para o pregador, ouviam o seu exemplo pregar: "Eis aqui o homem que se veste de roupa feita de pelos de camelo, e usa um simples cinto de couro em torno da cintura".

     Os lábios de João Batista pregavam o desapego do mundo e a fuga do convívio das pessoas materialistas, soberbas e corrompidas. E quando os ouvintes olhavam para o pregador, ouviam o seu exemplo pregar:

     "Eis aqui o homem que deixou o conforto de uma casa e as tentações da cidade, e foi morar no deserto para consagrar-se a Deus e preparar-se para servi-lo melhor".

     Porém, se os ouvintes ouvem uma coisa e veem outra, como abrirão o coração para a nossa mensagem, e se converterão?

     Jacó colocava as varas manchadas diante das ovelhas quando estas concebiam, e o resultado disso era que os cordeiros nasciam manchados, ou malhados (Gn 30.37-39). Se enquanto os ouvintes ouvem a nossa pregação, têm diante dos seus olhos as nossas manchas, como conceberão virtudes?

     Se a minha vida é o contrário da minha doutrina; se as minhas palavras soam desmentidas por minhas obras; se uma coisa é a maneira como o pregador se conduz no mundo, e outra a semente que ele semeia, como podemos esperar que essa  semeadura produza bons frutos?

PR. JEFFERSON MAGNO COSTA
*ÂNCORA DA VIDA* ⚓

Na vivência, as vezes encontramos muitos apertos que tentam nos impedir de alcançar nossos desígnios. Algumas vezes, ficamos até parados ou sem coragem de continuar esforçando-se, mas Deus, nosso pai todo poderoso, nos dá força e ânimo para não desistir, e nos ajuda a vencer todas as dificuldades, dando à nós grandes vitórias e muitas realizações. O Apóstolo Paulo, sendo usado por Deus diz: "Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia" (2 Co 4.16)

- Lucivaldo de Paula

Livros, Minha Vida.

Estou orgulhoso do ritmo de leituras que tenho conseguido impor em minha rotina nos últimos tempos. Os livros passaram, decididamente, não apenas a fazer parte da minha vida, mas a ser minha vida. Com isso, posso dizer que hoje leio como um erudito (pelo menos, considerando o número de páginas). Por exemplo, finalizei a História da Filosofia, do Julián Marias, com mais de quinhentas páginas, em quatro dias. Considerando que a maioria dos livros que leio possui a metade desse tamanho, esse ritmo me proporcionaria, aproximadamente, cem livros por ano – nada mal!
Muita gente pode achar a implementação dessa quantidade de leituras algo um tanto excêntrico e até desnecessário. Não me cabe, porém, no parco espaço deste texto, discutir essa questão. O que posso dizer é que não as julgo por pensarem assim, de qualquer maneira. Nem todo mundo é vocacionado para a vida intelectual e, por isso, essas pessoas não são obrigadas a entender o que leva alguém a viver com o nariz enterrado nos livros.
Por outro lado, eu também conheço várias pessoas que gostariam de ler mais, de ter um ritmo de estudos mais consistente, mas sentem uma dificuldade terrível de colocar essa vontade em prática. É gente que sente a necessidade de obter mais conhecimentos, mas percebe que a vida cotidiana apresenta obstáculos que parecem insuperáveis.
Intuitivamente, o que essas pessoas pensam em fazer para conseguir colocar em prática suas ambições de estudos é traçar um plano. Então, elas organizam-se de maneira a separar momentos específicos para praticar suas leituras e fazer seus estudos. Isso é muito bom, mas tem um inconveniente: geralmente, esses planejamentos são idealizados e não consideram as circunstâncias. O resultado é que, apesar do planejamento, dificilmente conseguem colocá-lo em prática.
Acabam, assim, tornando-se céticas quanto a possibilidade de se ler tanto. Elas chegam à conclusão de que, para isso, precisariam abdicar completamente de suas vidas sociais e até profissionais. No fim, desistem, resignando-se com suas leituras esparsas e esporádicas.
O problema nisso tudo, porém, encontra-se menos no planejamento que tentaram colocar em prática do que em algo mais profundo: na própria escolha do estilo de vida que se decide ter. No meu caso, se consegui alcançar uma produtividade satisfatória em meus estudos, isso deveu-se menos ao planejamento – que, na verdade, nem faço – do que à decisão de que os livros passariam a ser mais do que parte da minha vida: eles passariam a ser a minha vida.
O que eu quero dizer é que, se você quer ler a quantidade de livros que acredita satisfatória para o desenvolvimento da sua intelectualidade, não adianta separar momentos para isso. Quem decide dedicar-se à vida intelectual, não planeja quando vai ler; planeja, no máximo, o que vai fazer quando não estiver lendo.
Eu não disse que as leituras hoje são a minha vida? Então… sendo assim, eu não preciso planejar-me para fazer aquilo que envolve a minha vida. Não há momentos específicos para isso. Ler é algo que faço todos os dias, todas as horas, sempre que algo mais urgente não reclame minha atenção. E mesmo nestas horas, ainda dá para encaixar alguma leitura nas pausas que me são oferecidas.
Na verdade, eu não penso sobre quando vou ler. Se há algo que preciso pensar por antecipação é exatamente sobre o que eu vou fazer naqueles poucos momentos quando não estou com um livro aberto diante dos meus olhos.

Fábio Blanco
*OPINIÃO DE PRIMEIRA* ✍🏻

*O hábito de repetir as leituras* 📖

As pessoas costumam ler, mesmo os bons livros, apenas uma vez na vida. Agem assim porque entendem que uma leitura é suficiente para absorver o que o livro tem para oferecer. A consequência, no entanto, é que acabam desperdiçando muito do que o livro pode dar.
isso porque somos pessoas muito diferentes nas diversas fases que passamos nesta vida e se, nessas diferentes fases, repetíssemos as leituras que fizemos nas anteriores, teríamos perspectivas bem diversas daquelas que tivemos antes.
A cada período de nossa vida temos conhecimentos novos que se acumulam, experiências que se sucedem e, para aqueles que têm um impulso filosófico, reflexões e insights que periodicamente se apresentam. Sendo assim, seria mesmo impossível interpretar as mesmas leituras da mesma maneira sempre. É outra cabeça que está pensando sobre o livro, são ouros olhos que o veem.
É por isso que a Bíblia e os grandes livros devem ser lidos de novo, de tempos em tempos. Afinal, nunca é o mesmo homem que os lê.

- Fábio Blanco

domingo, 31 de agosto de 2014

Preletores para Diversas Ocasiões

Há quase 20 anos, fui convidado pela primeira vez para participar de uma agência nacional de pregadores. Um companheiro de púlpito me ofereceu um cartão e disse: “Seria um prazer tê-lo em nossa agência”. Então, lhe perguntei: “Como funciona essa agência?” E a sua resposta me deixou estarrecido: “As igrejas ligam para nós, especificam que tipo de pregador desejam ter em seu evento, e nós cuidamos de tudo. Negociamos um bom cachê”.
É impressionante como o pregador, nos últimos anos, se transformou em um produto. Há alguns meses, depois de eu ter pregado em uma igreja (não me pergunte onde), certo pastor me disse: “Gostei da sua pregação, mas o irmão conhece algum pregador de vigília?” Achei curiosa essa pergunta, pois eu gosto de oração, já preguei várias vezes em vigílias, porém, segundo aquele irmão sugeriu, eu não serviria para pregar em uma vigília!
Em nossos dias — para tristeza do Espírito Santo — pertencer a uma agência de pregadores tornou-se comum e corriqueiro. E os convites para ingressar nessas agências chegam principalmente pela Internet. Nos sites de relacionamento encontramos comunidades pelas quais os internautas mencionam quem é o seu pregador preferido e por quê. Certa jovem, num tópico denominado “O melhor pregador”, declarou: “Não existe ninguém melhor que ninguém; cada um tem a sua maneira de pregar, e cada pessoa avalia segundo o seu gosto”.
Ela tem razão. Ser pregador, hoje em dia, não basta. Você tem de atender às preferências do povo. Já ouvi irmãos conversando e dizendo: “Fulano é um ótimo pregador, mas não é pregador de congresso” ou “Fulano tem muito conhecimento, mas não gosta do reteté”.
Conheçamos alguns tipos de pregadores e seus públicos-alvo:
Pregador humorista. Diverte muito o seu público-alvo. Tem habilidade para contar fatos anedóticos (ou piadas mesmo) e fazer imitações. Ele é como o famoso humorista do gênero stand-up comedy Chris Rock (que aparece na imagem acima). De vez em quando cita versículos. Mas os seus admiradores não estão interessados em ouvir citações bíblicas. Isso, para eles, é secundário.

Pregador “de vigília”. Também é conhecido como pregador do reteté. Aparenta ter muita espiritualidade, mas em geral não gosta da Bíblia, principalmente por causa de 1 Coríntios 14, especialmente os versículos 37 e 40: “Se alguém cuida ser espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor... faça-se tudo decentemente e com ordem”. Quando ele vê alguém manejando bem a Palavra da verdade (2 Tm 2.15), considera-o frio e sem unção. Ignora que o expoente que agrada a Deus precisa crescer na graça e no conhecimento (2 Pe 3.18; Jo 1.14; Mt 22.29). Seu público parece embriagado e é capaz de fazer tudo o que ele mandar.

Pregador “de congresso”. Entre aspas porque existe o pregador de congresso que faz jus ao título. Mas o pregador “de congresso” (note: entre aspas) anda de mãos dadas com o pregador “de vigília”, mas é mais famoso. Segundo os admiradores dessa modalidade, trata-se do pregador que tem presença de palco e muita “unção”. Também conhecido como pregador malabarista ou animador de auditórios, fica o tempo todo mandando o seu público repetir isso e aquilo, apertar a mão do irmão ao lado, beliscá-lo... Se for preciso, gira o paletó sobre a cabeça, joga-o no chão, esgoela-se, sopra o microfone, emite sons de metralhadora, faz gestos que lembram golpes de artes marciais... Exposição bíblica que é bom... quase nada!

Pregador “de congresso” agressivo. É aquele que tem as mesmas características do pregador acima, mas com uma “qualidade” a mais. Quando percebe que há no púlpito alguém que não repete os seus bordões, passa a atacá-lo indiretamente. Suas principais provocações são: “Tem obreiro com cara de delegado”, “Hoje a sua máscara vai cair, fariseu”, “Você tem cara amarrada, mas você é minoria”. Estas frases levam o seu fanático público ao delírio, e ele se satisfaz em humilhar as pessoas que não concordam com a sua postura espalhafatosa.
Pregador popstar. Seu pregador-modelo é o show-man Benny Hinn, e não o Senhor Jesus. É um tipo de pregador admirado por milhares de pessoas. Já superou o pregador de congresso. É um verdadeiro artista. Veste-se como um astro; sua roupa é reluzente. Ele, em si, chama mais a atenção que a sua pregação. É hábil em fazer o seu público a abrir a carteira. Seus admiradores, verdadeiros fãs, são capazes de dar a vida pelo seu pregador-ídolo. Eles não se importam com as heresias e modismos dele. Trata-se de um público que supervaloriza o carisma, em detrimento do caráter.

Pregador milagreiro. Também tem como paradigma Benny Hinn, mas consegue superar o seu ídolo. Sua exegese é sofrível. Baseia-se, por exemplo, em 1 Coríntios 1.25, para pregar sobre “a unção da loucura de Deus”. Cativa e domina o seu público, que, aliás, não está interessado em ouvir uma exposição bíblica. O que mais deseja é ver sinais, como pessoas lançadas ao chão supostamente pelo poder de Deus e fenômenos controversos. Em geral, o pregador milagreiro, além de ilusionista e “poderoso” (Dt 13.1-4), é aético e sem educação. Mesmo assim, ainda que xingue ou ameace os que se opõem às suas sandices e invencionices, o seu público é fiel e sempre diz “aleluia”.

Pregador contador de histórias. Conta histórias como ninguém, mas não respeita as narrativas bíblicas, acrescentando-lhes pormenores que comprometem a sã doutrina. Costuma contextualizar o texto sagrado ao extremo. Ouvi certa vez um famoso pregador dizendo: “Absalão, com os seus longos cabelos, montou na sua motoca e vruuum...” Seu público — diferentemente dos bereanos, que examinavam “cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (At 17.11) — recebe de bom grado histórias extrabíblicas e antibíblicas.

Pregador cantante. Indeciso quanto à sua chamada. Costuma cantar dois ou três hinos (hinos?) antes da pregação e outro no meio dela. Ao final, canta mais um. Seu público gosta dessa “versatilidade” e comemora: “Esse irmão é uma bênção! Prega e canta”. Na verdade, ele não faz nenhuma das duas coisas bem.

Pregador “massagista”. É hábil em dizer palavras que massageiam os egos e agradam os ouvidos (2 Tm 4.1-5). Procura agradar a todos porque a sua principal motivação é o dinheiro. Ele não tem outra mensagem, a não ser “vitória”, principalmente a financeira. Talvez seja o tipo de pregador com maior público, ao lado dos pregadores humorista, popstar e milagreiro.

Pregador sem graçaÉ aquele que não tem a graça de Deus (At 4.33). Sua pregação tem bastante conteúdo, mas é como uma espada: comprida e chata (maçante, enfadonha). Mas até esse tipo de pregador tem o seu público, formado pelos irmãos que gostam de dormir ou conversar durante a pregação.

Pregador chamado por Deus (1 Tm 2.7)Prega a Palavra de Deus com verdade. Estuda a Bíblia diariamente. Ora. Jejua. É verdadeiramente espiritual. Tem compromisso com o Deus da Palavra e com a Palavra de Deus. Seu paradigma é o Senhor Jesus Cristo, o maior pregador que já andou na terra. Ele não prega para agradar ou agredir pessoas, e sim para cumprir o seu chamado. Seu público — que não é a maioria, posto que são poucos os fiéis (Sl 12.1; 101.6) — sabe que ele é um profeta de Deus. Esse tipo de pregador está em falta em nossos dias, mas não chama muito a atenção das agências de pregadores. A bem da verdade, estas também sabem que nunca poderão contar com ele...


Qual é a sua modalidade preferida, prezado leitor? Você pertence a qual público? E você, pregador, qual dos perfis apresentados mais lhe agrada?

Autor: Pr. Ciro Sanches Zibordi

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Domínio da Língua



Domínio da Língua
Leitura: Tg 3.2-18

Uma das áreas mais difíceis de dominar, mas de extrema necessidade para o crente, é a língua. Um órgão tão pequeno com tão grande poder. É como o leme de um grande navio, ou o freio que domina o cavalo.

O domínio próprio é parte do fruto do Espírito (Gl 5.22). Portanto, devemos buscar a capacidade do Espírito Santo para dominar a língua, com entendimento (Sl 32.9), pois o homem sem domínio próprio é como uma cidade sem muros, desprotegida (Pv 25.28). O que domina o seu espírito é melhor do que o que toma uma cidade (Pv 16.32).
O crente maduro não é o que sabe falar tudo, mas o que sabe falar só o que convém, na hora certa.
O religioso que não refrear a língua, a sua religião é vã (Tg 1.26). O crente cheio do Espírito Santo não é só o que fala em línguas, mas o que domina a sua língua!

A boca fala do que está cheio o coração

Aquilo que está no nosso coração transborda quando falamos e seremos julgados por nossas palavras (Mt 12.34-37)
O que sai da boca (procedente do coração) é o que contamina o homem (Mt 15.11, 17-19).
Quem habitará no tabernáculo de Deus, usa bem a língua (Sl 15.1-5).
A boca nunca será controlada se a mente (coração) não for (Pv 4.23). Pense em coisas boas (Fp 4.8) e você falará delas.
Muitos crentes só falam da vida alheia, da novela, do governo. Que será que está inundando seu coração? Será que o crente que medita dia e noite (Sl 1) na Palavra de Deus consegue falar desta maneira?

Devemos aprender a falar pouco

Quem fala muito, tem perturbações (Pv 13.3; 21.23). Sempre deixa escapar uma palavra que não gostaria, mas depois de lançada é como uma flecha atirada, não volta atrás.
Deus nos deu dois ouvidos e apenas uma boca. Não seria para falarmos muito menos do que ouvimos?
Devemos estar prontos para ouvir e tardio para falar (Tg 1.19,26).
A palavra dita no tempo certo é preciosa (Pv 25.11)
Não devemos precipitar-nos com a boca. Há o tempo de falar e de ficar calado (Ec 5.2; 3.1,7; Pv 29.20; 12.18; 10.19; 17.27).
É melhor ficar calado do que falar tolice! Uma palavra só vale a pena ser dita, se ela for melhor que o silêncio.
Temos muitos exemplos de homens que se precipitaram, como Jefté, que prometeu oferecer a Deus a primeira pessoa que viesse lhe receber em casa (Jz 11.30,31) e cabou tendo que oferecer a própria filha!

Devemos falar coisas boas

O crente precisa ser fonte de águas doces, que abençoa, que traz uma palavra de ânimo, que fala com sabedoria e amor. Todos vão querer ouvi-lo. Muita gente não quer ouvir os crentes pregando o evangelho, pois sua mensagem só traz condenação. Jesus veio para salvar, não para condenar. A mensagem do evangelho é uma boa nova.
A sabedoria do Senhor: a minha língua falará coisas boas (Pv 8.6-8)
A nossa palavra deve ser temperada, equilibrada (Cl 4.6)
Palavra de edificação e que dê graça ao que ouve (Ef 4.29-32)
Refreie sua língua do mal (1 Pe 3.8-11; Sl 34.12-14)
Devemos evitar a mentira (Pv 12.22; 6.16,19; 11.9-13; Cl 3.8-10; Ap 21.27) e contenda.
Nem por brincadeira devemos fazê-lo (Pv 26.18,19)
Fofoca, contenda, difamação (1 Tm 3.11)
Não intrometido (1 Pe 4.15; 1 Ts 4.11)
Não mexeriqueiro (Lv 19.16; Pv 20.19) que vive fazendo fofoca. Isto é abominável aos olhos de Deus (Pv )
Deus purificou a boca de Isaías antes de usá-lo (Is 6.7)

Devemos ter cuidado com o que dizemos

Há poder nas palavras – poder de vida e morte (Pv 18.21). As palavras causam impressão forte e com elas podemos estimular vida nas pessoas, encorajá-las, ou podemos semear morte, desencorajando-as, amaldiçoando-as e diminuindo seu valor.
O que dizemos aos nossos filhos?
"Esse menino não tem jeito!"
"Essa menina não muda nunca!"
Cuidado para não agirmos como a galinha que bica seus próprios ovos, destruindo sua futura prole, pois a única maneira de fazê-la para com isto é queimando o bico!

Declaramos problemas para nós?
"Quanto mais oro, pior fica!"
"Vou acabar enlouquecendo!"
"Se continuar assim vou adoecer!"
Cuidado com o que dizemos, pois Deus nos ouve, como ouviu a Israel no deserto (Nm 14.2,28-32) e o inimigo procura meios de acusar-nos conforme nós falamos.

Sejamos profetas de Deus e não do diabo! Usemos nossa língua para edificar e não destruir!

Devemos falar com sabedoria e bom-senso (Pv 15.23; 25.11)
Devemos confessar o que cremos (2 Co 4.13; Ez 37.1-4; Rm 10.9,10)
Abençoe-se em Deus: declare a benção do Senhor sobre sua casa e sua família (Is 65.16-18)
Acredite e confesse: a mulher hemorrágica, apesar das suas muitas dificuldades, acreditou e confessou que Jesus tinha benção para ela (Mc 5.28).
Os crentes e o ministério devem ter palavra fiel, sem contradição (Mt 5.37; 1 Tm 3.8)

Devemos agradecer e não murmurar

Jesus ordenou: não murmureis (Jo 6.43). Aqueles que murmuraram são exemplos para nossa advertência (1 Co 10.9-11)
Não devemos murmurar, mas agradecer pelo que Deus tem nos dado (1 Pe 2.1,2).
A murmuração demonstra incredulidade e desonra a Deus.
Devemos dar ao Senhor ações de graças e não murmuração (1 Ts 5.18; Ef 5.20; Fp 4.6; 2.14,15).
Gratidão e não palavras torpes (Ef 5.3,4)
Elias no zimbro murmurou (1 Rs 19.4,5). Tantas bênçãos e vitórias, mas ele só soube murmurar!
Agradeça pelas pequenas coisas (Zc 4.10): o pão de cada dia, a saúde, o ar que respiramos, etc.
Recebe o salário e diz: "a mixaria", "a miséria". Diga: "a minha abençoada renda".

Não devemos julgar

Jesus nos advertiu: Não julgueis (Mt 7.1,2; Rm 2.1). Quando julgamos, nos colocamos na posição de juízes e acima daqueles a quem julgamos.
Não faleis mal uns dos outros. Somos juízes ou cumpridores? (Tg 4.11)
Tires o dedo que ameaça e não fale palavras vãs e o Senhor te abençoará (Is 58.9,13,14)
Escândalos virão, mas devemos perdoar que é nossa obrigação (Lc 17.1-10).
Existem duas palavras no grego que chamam nossa atenção: Diábolos (acusador) é usada para designar a obra do inimigo e Parákletos (ajudador) para falar da obra do Espírito Santo. Podemos fazer a obra do Espírito Santo, ajudando, encorajando, ou a do inimigo, apontando, acusando, julgando. É uma escolha pessoal.

Se tivermos dificuldades para dominar a língua, devemos orar como o salmista: "Põe guarda, SENHOR, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios" (Sl 141.3).


Autor: Pr. Kleber Maia